O policial Michael Damskey estava em patrulha em Aspen Hill, Maryland, em fevereiro do ano passado, quando ouviu um carro em alta velocidade vindo para o norte na Georgia Avenue. Ele estava do lado de fora da viatura em uma parada de trânsito quando olhou para a esquerda e testemunhou um acidente horrível.

Aquele carro veloz – estimado em mais de 160 quilômetros por hora – bateu na traseira de um automóvel parado no semáforo da Bel Pre Road. Uma bola de fogo envolvia o carro quando o policial Damskey pegou um extintor de incêndio e correu em direção ao acidente.

Em segundos, ele apagou as chamas e retirou a motorista do carro. Tudo isso gravado por uma câmera corporal que o policial havia ativado alguns minutos antes. A gravação foi divulgada pela polícia do Condado de Montgomery.

Dentro do carro, Rokhaya Ding estava inconsciente e em chamas. Damskey a puxou para fora, a arrastou para longe dos destroços e junto à vítima esperou pelas equipes de socorro que ele havia acionado.

A motorista, uma cuidadora de 52 anos em um lar para pessoas com necessidades especiais, ficou gravemente queimada. Sua coluna foi quebrada e ela precisou ser levada às pressas para uma unidade de queimados em Washington, onde ficou por meses, passando por várias cirurgias.

Na sexta-feira (13), a mulher e o policial se encontraram pela segunda vez. A primeira havia sido na semana anterior, onde eles se reuniram na sede da polícia e Rokhaya recebeu a gravação da câmera corporal. A segunda reunião foi para contar a história deles.

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Recuperação

Mais de um ano depois, o policial Damskey diz que não podia acreditar em seus olhos. “Absolutamente impressionado, porque não sei se me recuperaria tão rápido quanto ela”, afirmou.

Rokhaya Ding ficou em coma após o acidente e passou meses no hospital e na reabilitação. Ela não se lembra do que aconteceu naquela noite e agradece sem cessar pelos pensamentos rápidos do policial. “Agradeço a Deus por salvar minha vida e ele foi tão bom que assisti ao vídeo”, declarou.

“Eu não achava que íamos tê-la de volta”, reconheceu Kathy Ulman, que mora na casa onde a cuidadora trabalha. “Eu não achava que ela seria capaz de voltar e liderar nossa casa, mas ela é um milagre. Não poderíamos estar mais felizes por ela estar de volta, porque é insubstituível”, acrescentou.

Embora já se tenha passado mais de um ano desde o acidente, Rokhaya Ding ainda tem algumas cirurgias para realizar. A mulher que causou o acidente, Leslie Phillips, foi acusada de agressão. Os registros do tribunal mostram que ela se declarou culpada pela direção imprudente e por não controlar a velocidade do veículo para evitar uma colisão.

 

(Com informações de Fox 5)

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