A enfermeira do Exército Katie Blanchard alertou seu comando de que algo iria acontecer com ela. Disse aos colegas de trabalho que tinha medo do funcionário civil que supervisionava. Então, como mostram os registros do tribunal, ele quase a matou. Mais de três anos depois, Katie ainda se recupera dos ferimentos causados pela agressão.

Em 7 de setembro de 2016, a então primeira-tenente Katie Blanchard estava em seu escritório no Centro de Saúde do Exército de Munson, em Fort Leavenworth, Kansas. “Aconteceu muito rápido. Eu olhei para cima e pude vê-lo na minha porta”, recorda.

Foi nesse momento que Clifford Currie, um funcionária civil que ela supervisionava, mudou sua vida para sempre. “Ele me encheu de gasolina e acendeu dois fósforos e, antes que eu pudesse me levantar, jogou os fósforos em mim e senti uma súbita explosão de calor, de chamas. Eu não conseguia ver nada porque meu rosto estava envolto em chamas”, relata.

Ela se lembra de uma enfermeira que tentou ajudar. “Vi Clifford Currie, meu agressor, vindo em minha direção com grandes tesouras industriais e uma lâmina reta e lembro-me de colocar as mãos para cima. Eu não conseguia enxergar muito bem, mas me lembro de todos nós brigando muito juntos e de colocar as mãos para cima enquanto ele me esfaqueava”, descreve.

Alguém finalmente conseguiu conter Currie. “Fiquei deitada naquele chão frio e duro por um bom tempo, esperando a ambulância chegar e continuei gritando: ‘Você sabia que isso ia acontecer!'”, ressalta.

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Denúncia

De fato, o Exército foi avisado ​​de que algo iria acontecer, de acordo com uma investigação interna sobre o incidente. Declarações juramentadas mostram que Katie Blanchard relatou seus medos a seus supervisores. Mas a investigação também mostra que ela foi informada: “sem evidências tangíveis de que algo ‘ruim’ iria acontecer, nada mais poderia ser feito”. Menos de um mês depois, toda a cabeça e o rosto da enfermeira estavam queimados.

Segundo os registros do tribunal, Currie culpava a militar por seus problemas no trabalho e a tensão aumentou. Ele foi condenado em tribunal federal e sentenciado ao máximo de 20 anos de prisão. Embora os registros do Exército tenham dito que ele é “o único responsável”, eles também observam “negligência na liderança e mau julgamento”.

Até esse momento, a mãe de três filhos já passou por mais de 200 cirurgias. Mesmo assim, viajou de sua casa no estado de Washington para DC para participar de audiências sobre possíveis mudanças na lei, envolvendo casos como o dela. “O que eu sempre digo é que isso nunca vai mudar a minha história, nunca vai beneficiar minha família de passar por isso. Mas falo e advogo por mudanças porque não quero que outra pessoa tenha que passar pelo que passei”, explica.

(Com informações de WUSA)

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