Calvin Bright, 47 anos, passou 25 anos e meio atrás das grades, mas nessa quarta-feira (12), o homem de Washington recebeu uma segunda chance. “Estou pronto para seguir em frente com a minha vida”, disse Bright, após a divulgação de sua nova sentença no Tribunal Superior de DC.

O advogado de Bright, David Benowitz, explica que evidências que poderiam ter mudado o rumo do julgamento inicial não foram divulgadas à equipe de defesa. “Cerca de dois anos atrás, houve uma divulgação feita pela Procuradoria do Estado que basicamente dizia ‘encontramos essa nota no arquivo mantido por detetives de homicídios que estavam investigando o caso originalmente que nomeou outro suspeito, não o Sr. Bright’”, relata.

“Essas informações nunca foram divulgadas antes. Não foram divulgadas ao advogado do julgamento original, a mim ou a alguém da nossa equipe, e começamos a representar o Sr. Bright em litígios pós-condenação em 2007”, acrescenta.

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Essa nota é o cerne do motivo pelo qual, um quarto de século depois, Bright foi solto. Ela foi escrita em 1994, mas não foi vista pela equipe de defesa até 2017. Na anotação, alguém chamado “Catman” é nomeado como suspeito no duplo assassinato pelo qual Bright foi condenado em 1995. “Catman” foi supostamente pego pela polícia em Bladensburg Road e Levis Street, NE, mas “tinha usado muita droga e começou a acreditar que ele era Deus”.

A nota foi escrita de um policial para outro em 1994, durante a investigação do caso. Desde sua descoberta, outros dois anos de litígios adicionais se passaram, até que Bright e a Procuradoria do Estado chegaram a um acordo. Ele foi originalmente condenado a 65 anos de prisão, mas com a revisão sua sentença passou para “tempo cumprido”.

(Com informações de WUSA)

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