Os reguladores dos Estados Unidos permitiram nessa terça-feira (17) o uso emergencial do primeiro teste rápido do coronavírus, que pode ser realizado inteiramente em casa e fornece resultados em 30 minutos. O anúncio da Food and Drug Administration (FDA) representa um passo importante nos esforços dos EUA para expandir as opções de teste para Covid-19 além das instalações de saúde e locais de testagem.

No entanto, o teste exigirá uma receita, provavelmente limitando seu uso inicial. A FDA concedeu autorização de emergência para o kit de teste de uso único da Lucira Health, um fabricante da Califórnia.

O teste da empresa permite que os usuários coletem uma amostra nasal. A amostra é então agitada em um frasco de solução de laboratório que se conecta a um dispositivo portátil. Os resultados são exibidos como luzes marcadas como positivas ou negativas.

Até o momento, a FDA autorizou quase 300 testes para coronavírus. A grande maioria requer um swab nasal realizado por um profissional de saúde e deve ser processado em laboratórios com equipamentos de alta tecnologia. Um punhado de testes permite que as pessoas colham sua própria amostra em casa – um cotonete nasal ou saliva – que é enviada para um laboratório, o que geralmente significa esperar dias pelos resultados.

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Especialistas em saúde pediram opções para permitir que as pessoas se testem em casa, reduzindo o tempo de resposta e a potencial disseminação do vírus para outras pessoas, incluindo profissionais de saúde. Resultados de testes rápidos são essenciais para colocar em quarentena rapidamente aqueles que estão infectados e rastrear seus contatos.

Mas, durante meses, os testes nos Estados Unidos foram atormentados por resultados lentos devido a gargalos dos laboratórios de testes. Existem outros testes rápidos, mas a maioria requer uma pequena máquina especial operada por um profissional de saúde para desenvolver os resultados

“Agora, mais americanos que podem ter Covid-19 serão capazes de tomar medidas imediatas, com base em seus resultados, para proteger a si próprios e àqueles ao seu redor”, afirmou Jeff Shuren, diretor do centro de dispositivos da FDA, em um comunicado.

(Com informações da Associated Press)

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