Os genes do coronavírus chegarão em poucos dias a Gaithersburg, Maryland – uma remessa segura de material genético que os pesquisadores dos laboratórios da Novavax analisarão, estudarão e separarão – em um esforço para fazer a primeira vacina contra um vírus no centro de uma emergência de saúde global.

Em um bairro despretensioso da cidade, a 12 mil quilômetros de distância do surto de coronavírus em Wuhan, 150 cientistas estão preparando filas de máquinas para trabalhar em um ritmo vertiginoso.

“Temos um histórico de fabricar uma vacina dentro de três meses”, conta Nita Patel, diretora de descoberta e desenvolvimento de vacinas da Novavax. “Nosso pressentimento diz que o que faremos produzirá exatamente o que queremos, tendo em vista nossas experiências passadas”, acrescenta.

Conforme os médicos da empresa, a crise atual é um cenário global para o qual eles têm ampla prática. Um vasto banco de conhecimentos sobre vírus respiratórios, na visão deles, agora posiciona o laboratório como uma combinação precisa para o problema.

A Novavax desenvolveu uma vacina bem-sucedida para a SARS após o surto de 2002, bem como um tratamento para o parente do vírus do Oriente Médio, MERS. Ambas as doenças são primos próximos do coronavírus de Wuhan, uma doença que agora desencadeou a primeira quarentena da saúde nos Estados Unidos em meio século.

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Desafio

Mas a empresa enfrenta desafios consideráveis ​​na arena científica, além do ceticismo de investidores externos. Atualmente, a Novavax não possui vacinas aprovadas para venda comercial. Os surtos de SARS e MERS terminaram antes que a empresa pudesse desenvolver os tratamentos para o mercado.

O laboratório falhou em um ensaio clínico no ano passado e ainda está desenvolvendo um tratamento contra o ebola, seis anos após o surto devastar a África Ocidental. Segundo Gregory M. Glenn, presidente de pesquisa e desenvolvimento da Novavax, o FDA (agência de controle de medicamentos e alimentos) deu ao laboratório um caminho rápido para uma nova vacina contra a gripe – um projeto agora em seus estágios finais de teste.

O desenvolvimento sinaliza potencialmente um novo capítulo para a empresa, já que seus pesquisadores estão focados em terminar a vacina contra a gripe e abrir um caminho para combater o coronavírus. Ainda existe a possibilidade de o FDA autorizar o uso emergencial de uma vacina recém-desenvolvida contra o coronavírus, se o tratamento precoce for promissor.

(Com informações de WUSA)

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