Encontrar uma vacina capaz de deter o coronavírus, bem como um tratamento específico para Covid-19, é um esforço mundial e já houve avanços nesse sentido. O trabalho inclui quase 40 empresas e universidades de Maryland, que atuam no desenvolvimento e fabricação de vacinas e terapias, melhorando os testes de diagnóstico e fornecendo pesquisa clínica e suporte tecnológico para garantir a prestação de cuidados de saúde seguros e eficazes.

O Sistema Universitário de Maryland e a Johns Hopkins University também dedicaram milhões de dólares em pesquisas, testes e ensaios clínicos. A Escola de Medicina da Universidade de Maryland iniciou recentemente os ensaios de fase 3 de uma vacina contra a Covid-19.

“No dia de nossos primeiros casos de coronavírus, eu disse que Maryland era o lar de algumas das melhores instalações de pesquisa em saúde do mundo e prometi que faríamos parte do desenvolvimento de tratamentos e talvez até mesmo de uma vacina para esse vírus mortal”, lembra o governador Larry Hogan.

“Quero elogiar nossa comunidade de ciências da vida, nossas universidades e laboratórios de pesquisa federais, por trabalharem juntos na luta contra essa pandemia global sem precedentes. Nosso estado continuará a liderar no caminho da recuperação”, promete.

Laboratórios

Até o momento, as empresas de ciências biológicas do estado garantiram mais de US$ 3 bilhões para o desenvolvimento de uma vacina para o SARS-CoV-2, o vírus que causa a Covid-19.

A Novavax, sediada em Gaithersburg,  recebeu US$ 1,6 bilhão por meio da Operação Warp Speed ​​para concluir o desenvolvimento clínico em estágio final, estabelecer a fabricação em grande escala e entregar 100 milhões de doses de vacinas já no final de 2020, além de US$ 388 milhões da Coalition for Epidemic Preparedness Innovations e US$ 60 milhões por meio de um contrato do Departamento de Defesa dos EUA para apoiar a produção de vacinas.

A Emergent BioSolutions, com sede e instalação de desenvolvimento de produto também em Gaithersburg e três fábricas em Baltimore e Rockville, anunciou que assinou contratos com AstraZeneca, Johnson & Johnson, Novavax e Vaxart, assim como com a Operação Warp Speed, ​​por um total de $ 1,5 bilhão para apoiar o desenvolvimento e a fabricação de vacinas.

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A Longhorn Vaccines and Diagnostics, sediada em Bethesda, fechou um contrato de US$ 225 milhões com o Departamento de Segurança Interna dos EUA para transportar amostras clínicas para laboratórios de teste.

A Altimmune, sediada em Gaithersburg, firmou um contrato de US$ 4,7 milhões com o Comando de Pesquisa e Desenvolvimento Médico do Exército dos EUA e está trabalhando com a Vigene Biosciences, sediada em Rockville, no desenvolvimento de uma vacina intranasal de dose única.

Universidades

O Sistema Universitário de Maryland e a Universidade Johns Hopkins se mobilizaram rapidamente para desenvolver uma resposta abrangente à pandemia. Johns Hopkins dedicou US$ 6 milhões em financiamento para apoiar cerca de 260 cientistas e pesquisadores que trabalham em mais de duas dezenas de projetos relacionados ao coronavírus.

Além disso, a Escola de Medicina de Hopkins está conduzindo mais de 100 estudos clínicos para desenvolver diagnósticos da doença e, com US$ 35 milhões do Departamento de Defesa dos EUA, está trabalhando com a Escola de Saúde Pública de Bloomberg para testar a eficácia do plasma sanguíneo de sobreviventes da Covid-19 como opção de tratamento.

O corpo docente do Sistema Universitário está trabalhando para desenvolver um teste rápido e conduzindo um ensaio clínico de terapia experimental com células-tronco para reduzir a mortalidade nos pacientes mais enfermos.

A Escola de Medicina da Universidade de Maryland receberá até US$ 3,6 milhões no próximo ano da Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa para testar rapidamente centenas de medicamentos, aprovados e comercializados para outras condições, para ver se algum pode ser reaproveitado para prevenir e tratar Covid-19.

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