O Ministério da Saúde divulgou nessa quarta-feira (20) as orientações para ampliar o acesso de pacientes com Covid-19 ao tratamento medicamentoso precoce, ou seja, no primeiros dias de sintomas, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Na prática, o novo protocolo orienta a prescrição da cloroquina a pacientes da rede pública mesmo no estágio inicial da doença.

O documento traz a classificação dos sinais e sintomas, que podem variar de leves a graves; e a orientação para prescrição a pacientes adultos de dois medicamentos associados à azitromicina: a cloroquina e o sulfato de hidroxicloroquina.

A escolha do melhor tratamento para a doença pode variar de acordo com os sinais e sintomas e a fase em que o paciente se encontra. Esses dois medicamentos já eram indicados para casos graves, em hospitalizados.

O acesso a esses medicamentos só é possível por meio de prescrição médica. Ou seja, é de competência do médico, em concordância declarada por escrito pelo paciente, o uso do tratamento medicamentoso.

O ministério elaborou ainda um termo de ciência e consentimento para uso de hidroxicloroquina/cloroquina. Segundo o órgão federal, para ampliar a recomendação para o uso precoce da doença, foi levada em consideração a existência de diversos estudos sobre o uso da cloroquina e hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19.

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Vale lembrar que os então ministros da Saúde, Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, se opunham à mudança no protocolo, e por isso acabaram deixando a pasta, atualmente sob o comando interino do general Eduardo Pazuello. Por outro lado, o presidente Jair Bolsonaro sempre defendeu a ampliação da prescrição do medicamento no tratamento da doença.

Automedicação

Conforme o Ministério da Saúde, o objetivo da formulação das diretrizes é orientar e uniformizar a informação para os profissionais de saúde que atendem na rede pública. O documento também alerta para o risco da autoprescrição por parte da população.

O consumo da cloroquina e do sulfato de hidroxicloroquina, sem avaliação e prescrição médica, pode resultar em prejuízos à saúde e redução da oferta para pessoas com indicação precisa para o seu uso. Para os profissionais de saúde, o Ministério alerta para a necessidade de, antes do uso dos medicamentos, realizar avaliação dos pacientes por meio de anamnese, exame físico e exames complementares.

Atualmente no Brasil, existem quatro empresas com registros válidos junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitário (Anvisa) desse medicamento: Apsen Farmacêutica, Sanofi Aventis, Medley Sanofi no Brasil, e EMS Indústria Farmacêutica. Essas empresas são responsáveis por abastecer o mercado público e privado no país.

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