A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou, em nota, que suspendeu os testes clínicos da vacina Coronavac, uma das que estão em estudo contra o novo coronavírus. A suspensão no Brasil ocorreu por causa de um “evento adverso grave” ocorrido”, não especificado pela agência. Pode ser desde a internação de um voluntário até a sua morte.

De acordo com a Anvisa, esse evento adverso ocorreu em 29 de outubro. Agora, a agência reguladora vai analisar os dados observados até o momento e julgar sobre o risco/benefício da continuidade do estudo. Esse tipo de interrupção nos estudos, segundo a Anvisa, é parte dos procedimentos de boas práticas clínicas para estudos desenvolvidos no Brasil.

“Com a interrupção do estudo, nenhum novo voluntário poderá ser vacinado. A Anvisa reitera que, segundo regulamentos nacionais e internacionais de Boas Práticas Clínicas, os dados sobre voluntários de pesquisas clínicas devem ser mantidos em sigilo, em conformidade com princípios de confidencialidade, dignidade humana e proteção dos participantes”, acrescentou a agência, em nota.

A Coronavac está sendo desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. Dez dias antes do “evento adverso grave” ser registrado, ela foi considerada a vacina mais segura dentre todas as testadas pelo diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas.

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O ministro da Saúde brasileiro, Eduardo Pazuello, assinou um protocolo de intenções para adquirir 46 milhões de doses da vacina Coronavac, entretanto, o presidente Jair Bolsonaro negou que o Governo Federal faria a compra.

“A da China nós não compraremos, é decisão minha. Eu não acredito que ela transmita segurança suficiente para a população. Esse é o pensamento nosso. Tenho certeza que outras vacinas que estão em estudo poderão ser comprovadas cientificamente, não sei quando, pode durar anos”, disse Bolsonaro em entrevista à Rádio Jovem Pan em outubro.

(Com informações da Agência Brasil)

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