O Brasil tinha 87.058 mortes por coronavírus confirmadas até as 8 horas desta segunda-feira (27), segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Em todo o país, o número de casos confirmados continua a subir e já chega a mais de 2,4 milhões, fazendo com os estados adotem ou prossigam com as medidas restritivas, na tentativa de frear o avanço da Covid-19.

Mesmo assim, os flagrantes de desrespeito às normas se sucedem em várias cidades do país. No fim de semana, muitos brasileiros ignoraram as determinações para evitar a doença, lotando praias e bares e promovendo festas clandestinas.

Homens de um lado, mulheres do outro. Não é nenhum passo de dança. Fotos mostram 63 pessoas detidas depois que a Polícia Militar acabou com uma festa na madrugada de domingo (26) em Santa Cruz, no interior do Rio Grande do Norte – eventos assim estão proibidos na região desde março para evitar aglomeração.

Já na comunidade do Mocotó, em Florianópolis, o baile funk seguiu no volume máximo. A polícia de Santa Catarina diz que coíbe festas como essa, mas não consegue chegar a todos os lugares do morro.

No Rio de Janeiro, bares do Leblon, na Zona Sul, voltaram a ficar lotados, com aglomeração e pessoas sem máscara. Guardas municipais acompanharam a movimentação.

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De dia, as trilhas do Parque Nacional da Tijuca são um lazer permitido na cidade, mas não com filas imensas e sem distanciamento e sem máscara. O fiscal do parque pediu respeito às regras: “Se não usar a máscara, o parque vai fechar. Vai ser ruim para todo mundo”, avisou.

Praias

No Rio, a prefeitura ainda não liberou a permanência de banhistas na areia, mas o que se viu foi desrespeito às regras e falta de fiscalização. Cariocas e turistas aproveitaram até as últimas horas de sol do domingo para ficar na praia. Copacabana ficou lotada, mesmo com a proibição do banho de sol e do uso de cadeiras e barracas.

Em Belém, nas praias de Mosqueiro, estava difícil encontrar alguém com máscara, apesar de ser obrigatório usar. Policiais militares e guardas municipais faziam a fiscalização. Em Fortaleza, as praias também ficaram cheias.

Futebol

Em Porto Alegre, a galera do futebol achou que dava para fazer um campeonato no meio da pandemia. Juntaram 200 pessoas em uma praça da Zona Sul da cidade, mas moradores denunciaram a aglomeração. A guarda municipal chegou, parou a bola e mandou todo mundo para casa.

(Com informações do G1)

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