Em uma procissão dramática em todo o Capitólio dos EUA, os democratas da Câmara levaram ao Senado os artigos formais de impeachment contra o presidente Donald Trump, preparando o cenário para o terceiro julgamento para remover um chefe máximo do Executivo em toda a história americana.

Trump reclamou novamente nessa quarta-feira (15) que tudo era uma “farsa”, mesmo quando novos detalhes surgiram sobre seus esforços na Ucrânia.

A pompa cerimonial e o protocolo dos parlamentares que processam o caso contra Trump transferiram o impeachment da Câmara de maioria democrata, comandada pela presidente Nancy Pelosi, para o Senado de maioria republicana, onde a equipe do presidente está montando uma defesa visando uma rápida absolvição.

“Hoje vamos fazer história”, disse Nancy Pelosi ao assinar os documentos, usando várias canetas para distribuir e marcar o momento. “Este presidente será responsabilizado”.

Momentos depois, os promotores caminharam solenemente pelo imponente salão, entrando no Senado quando o secretário da Câmara anunciou a chegada: “A Câmara aprovou a Resolução 798, uma resolução que nomeia e autoriza gerentes do julgamento de Donald John Trump, presidente dos Estados Unidos, por impeachment”.

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O Senado se transformou em um tribunal de impeachment ao meio-dia desta quinta-feira (16). A Constituição pede que o presidente da Casa, John Roberts, presida o julgamento, administrando o juramento aos senadores que servirão como jurados e jurarão fazer “justiça imparcial”.

O julgamento será realizado antes de uma nação profundamente dividida no início deste ano eleitoral, quando Trump buscará um segundo mandato. Três senadores estão concorrendo à indicação democrata.

Tecnicamente, a Câmara estava simplesmente notificando o Senado sobre a entrega dos artigos, com uma apresentação mais formal nesta quinta-feira. Os argumentos de abertura devem começar na próxima terça-feira (21), após o feriado de Martin Luther King Jr.

A Câmara aprovou o impeachment de Trump no mês passado, alegando que ele abusou de seu poder presidencial ao pressionar a Ucrânia a investigar o rival democrata Joe Biden, usando a ajuda militar ao país como alavanca. Trump também foi acusado de obstruir a investigação subsequente do Congresso.

(Com informações da Associated Press)

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