O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, decidiu na noite dessa quinta-feira (27) ampliar o horário de votação nas eleições municipais de 2020 em uma hora, por conta da pandemia da Covid-19. A intenção é garantir mais tempo para que eleitores de todo o Brasil votem com segurança, na tentativa de reduzir as possibilidades de aglomeração.

Com isso, os quase 148 milhões de eleitores aptos a participar do pleito irão às urnas das 7 às 17 horas (considerando o horário local) no primeiro turno, marcado para 15 de novembro, e, onde for necessário, no segundo turno, marcado para 29 de novembro. Até então, o início da votação estava previsto para as 8 horas.

O novo horário foi definido após análise de estatísticos do tribunal e avaliação de uma consultoria técnica, formada por especialistas do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), Insper e Universidade de São Paulo (USP).

O TSE também definiu, por orientação da consultoria sanitária formada pela Fiocruz, Hospital Sírio Libanês e Hospital Albert Einstein, que haverá horário de votação preferencial, das 7 às 10 horas, para pessoas acima de 60 anos, que fazem parte do grupo de risco para o coronavírus.

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O ministro Barroso afirmou que a antecipação do início da votação, em lugar da extensão para as 18 horas, atende pleito dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). “Após ouvirmos os presidentes de Tribunais Regionais Eleitorais e os respectivos diretores-gerais, ficou decidido, por unanimidade, que este horário será de 7 horas da manhã às 17 horas. Não foi possível estender para mais tarde do que isso porque, em muitas partes do Brasil, depois dessa hora, há dificuldade de transporte e há problemas de violência”, informou.

Barroso lembrou ainda que o TSE adotará “todas as medidas possíveis e razoáveis” para garantir a segurança dos eleitores e mesários no dia da votação. Ele explicou que um grupo de empresas e de entidades de classe doará equipamentos de proteção individual, como máscaras, protetores faciais (face shields) e álcool em gel e spray para quem trabalhar na eleição, além de álcool em gel para que eleitores higienizem as mãos nas seções de todo o país.

O ministro ressaltou que, apesar do momento delicado para a saúde pública do país, os eleitores podem e devem exercer o direito do voto – com todos os cuidados necessários –, uma vez que esse é o instrumento pelo qual os cidadãos definem os rumos do país.

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