O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro falou em rede nacional, nessa terça-feira (24). Ele criticou as medidas restritivas de combate ao coronavírus adotadas por estados e municípios e defendeu a volta dos transportes, comércios e escolas. “O que se passa no mundo tem mostrado que o grupo de risco é o de pessoas com mais de 60 anos. Então, por que fechar escolas?”, questionou. A posição contraria as orientações do próprio Ministério da Saúde.

O pronunciamento de Bolsonaro foi criticado pelos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Rodrigo Maia. Os parlamentares consideraram a fala “grave” e “equivocada”. Nesta quarta-feira (25), a reunião entre o presidente e os governadores da região Sudeste teve bate-boca.

O paulista João Doria, que determinou amplas medidas de restrição de circulação, disse a Bolsonaro: “Tem que ser um mandatário para comandar, para dirigir, para liderar o país e não para dividi-lo”.

O presidente respondeu: “Agradeço as suas palavras, seu governador. Completamente diferente e dissociada das eleições em 2018, onde vossa excelência apoderou-se do meu nome para se eleger governador. Acabou as eleições, como fizeste com dois no passado, que se elegeram para a prefeitura, vira as costas e começa a atacar covardemente aquele que emprestou o seu nome para a tua campanha e não de forma voluntária. Não tem responsabilidade e nem tem altura pra criticar o Governo Federal”.

Após a divulgação do vídeo, o governador classificou, no Twitter, como “decepcionante” a postura do presidente. “Recebi como resposta um ataque descontrolado do presidente. Ao invés de discutir medidas para salvar vidas, preferiu falar sobre política e eleições. Lamentável e preocupante. Mais do que nunca precisamos de união, serenidade e equilíbrio para proteger vidas e preservar empregos”.

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Quarentena

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, decidiu que os governos estaduais e municipais podem adotar medidas como isolamento, quarentena e restrição de movimentação no combate ao novo coronavírus. A decisão veio em resposta à medida provisória do governo federal que estabelecia que somente os órgãos reguladores poderiam definir regras de locomoção em todo o território nacional.

Apenas 170 voos diários serão mantidos no Brasil durante a pandemia do novo coronavírus. Uma parcela de pouco mais de 5% da malha. O objetivo é manter funcionando serviços essenciais de transporte de medicamentos, equipamentos e profissionais de saúde. Companhias temem colapso e adotam medidas como redução de salários e licenças não-remuneradas.

De acordo com os dados divulgados pelo Ministério da Saúde, até essa terça-feira o Brasil registrava 2.201 casos confirmados do novo coronavírus e somava 46 mortes.

(Com informações da CNN Brasil)

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