Ex-altos funcionários do Departamento de Justiça, incluindo o então procurador-geral dos Estados Unidos, Jeff Sessions, e seu adjunto, Rod Rosenstein, ajudaram a impulsionar uma política de administração de Trump que resultou na separação de famílias imigrantes, de acordo com um relatório que está sendo elaborado pelo inspetor geral, Michael Horowitz.

A política de “tolerância zero”, que Sessions anunciou em abril de 2018, acabou separando cerca de 3 mil crianças de seus pais por cruzarem a fronteira ilegalmente, o que é uma contravenção no primeiro delito.

“Precisamos levar as crianças”, disse Sessions aos promotores em uma teleconferência, de acordo com as notas dos participantes. Um deles acrescentou de forma abreviada: “Se se preocupa com as crianças, não as traga”, denuncia o relatório.

O documento sustenta que Sessions e outros funcionários sabiam que a política resultaria em separações familiares, mas a incentivaram porque acreditavam que isso impediria a imigração ilegal.

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O anúncio do fim da política de separação foi feito em junho de 2018, depois de relatos, reportagens, imagens e áudios mostrarem o sofrimento de crianças pequenas separadas de suas famílias, o que gerou uma onda de críticas a Trump – vindas até de membros de seu próprio partido. O presidente assinou um decreto dizendo que, a partir de então, as famílias de imigrantes ilegais seriam mantidas juntas.

No entanto, a prática não foi abolida completamente. Em julho do ano passado, a União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) afirmou que 911 crianças migrantes foram separadas de suas famílias na fronteira dos Estados Unidos com o México entre o fim de junho de 2018 e 29 de junho de 2019, apesar de existir uma ordem judicial para que o governo americano interrompesse a prática.

(Com informações de NBC Washington)

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