Em comunicado divulgado nessa segunda-feira (25), a Casa Branca antecipou em dois dias as restrições de viagens do Brasil para os Estados Unidos. A medida foi anunciada depois que o país sul-americano tornou-se o segundo maior foco de crise do novo coronavírus no mundo, atrás justamente dos EUA.

No comunicado, o governo norte-americano alterou o início das restrições para as 23h59 desta terça-feira (26), no horário da Costa Leste norte-americana (00h59 da quarta-feira, 27 de maio, pelo horário de Brasília). No anúncio original, feito no domingo (24), a Casa Branca disse que as restrições entrariam em vigor em 28 de maio.

O documento não deu uma razão para a alteração. O Departamento de Segurança Interna dos EUA, que supervisiona assuntos de imigração, não respondeu imediatamente ao pedido de comentário.

A alegação inicial era de que as restrições ajudariam a garantir que estrangeiros não levem infecções adicionais para os EUA. A medida, no entanto, não se aplica aos fluxos de comércio entre os dois países, nem a residentes permanentes legais. Um cônjuge, pai ou filho de um cidadão americano ou residente permanente legal também poderá entrar no país.

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O presidente Donald Trump já havia proibido alguns viajantes da China, Europa, Reino Unido e Irlanda e, em menor grau, do Irã, de entrar no país. Ele não mudou a proibição de viajar da Rússia, que possui o terceiro maior número de casos do mundo. Trump havia dito na semana passada que estava considerando limitar as viagens do Brasil.

Filipe Martins, que assessora o presidente brasileiro Jair Bolsonaro em assuntos internacionais, disse que os EUA estavam tratando o Brasil como outros países populosos e sugeriu que a mídia estava exagerando na proibição de Trump.

“Ao proibir temporariamente a entrada de brasileiros nos EUA, o governo americano segue parâmetros quantitativos previamente estabelecidos que atingem naturalmente um país tão populoso quanto o nosso. Não há nada especificamente contra o Brasil. Ignore a histeria da imprensa”, twittou Martins.

(Com informações da Reuters e da Associated Press)

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