Seis residentes da região de DC estão entre um grupo de estrangeiros que está processando o governo Trump. Eles tentam impedir uma mudança de política que torna mais difícil para alguns imigrantes se livrar das antigas ordens de deportação. Os defensores dizem que essas pessoas estariam mais vulneráveis, ​​enquanto o presidente pressiona para encerrar o programa de Status de Proteção Temporária (TPS) no próximo ano.

Floriselda Alvarez Gomez, 48 anos, é mãe de quatro filhos e trabalha como gerente nos restaurantes Burger King em Manassas e Gainesville, na Virginia. Ela conta que entrou ilegalmente nos Estados Unidos em 1995, vinda de El Salvador, e foi condenada à deportação, mas permaneceu no país.

Em 2001, a imigrante ganhou o status de TPS que a protegeu da expulsão do país e deu a ela o direito de trabalhar e viajar para o exterior. O TPS protege cidadãos de países que enfrentam distúrbios civis, violência e desastres naturais, e os salvadorenhos constituem o maior grupo de estrangeiros que detêm a proteção. “O problema é que a situação em meu país está piorando. É muito difícil viver devido à pobreza e é difícil progredir”, comentou com a ajuda de um tradutor.

Muitos detentores de TPS eventualmente se candidatam a residentes permanentes legais, o que os torna elegíveis para se tornarem cidadãos dos EUA. No entanto, a antiga ordem de deportação tornaria muito mais difícil obter esse status.

Alternativa

Mas houve uma solução alternativa de longa data, explica Simon Sandoval-Moshenberg, um advogado de imigração que não está envolvido no caso. Os imigrantes poderiam solicitar permissão especial para deixar o país por razões humanitárias urgentes e, quando voltassem, poderiam solicitar a isenção de suas deportações anteriores. “Isso permitiu que certas pessoas que têm TPS e que têm uma ordem de deportação ‘consertassem’ essa ordem de deportação”, expõe.

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A advogada Concepción De Montagut, que está representando Floriselda Alvarez, afirma que aconselhou sua cliente a viajar para El Salvador em 2018, sua primeira visita desde que partiu, mais de duas décadas antes. No entanto, uma mudança de política instituída pela administração Trump em dezembro de 2019 mudou os planos.

De acordo com a nova política, um titular de TPS que saiu e voltou aos Estados Unidos por meio dos canais legais “permanece no mesmo status e circunstâncias de imigração de quando deixou os Estados Unidos”. “Agora com a mudança de política, o governo está dizendo que a saída não extingue a ordem de deportação”, argumenta a advogada.

Para Floriselda, isso significa que ela tem muito menos probabilidade de obter residência permanente legal, conhecida como green card, mesmo que tenha quatro filhos nascidos nos Estados Unidos – um de 23 anos, dois gêmeos de 19 e um menino de dez que é autista.

(Com informações de DCist)

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