A próxima ação do governo Trump contra estrangeiros altamente qualificados pode ser limitar a estadia de estudantes internacionais depois que eles entram nos Estados Unidos. Isso seria feito através de uma nova regra que eliminasse a “duração do status”, que até agora permite que um estudante estrangeiro, uma vez admitido nos EUA, continue seus estudos até a conclusão, sem a necessidade de aprovações adicionais.

A forma de implantar essa nova restrição seria um novo regulamento para estabelecer um “período máximo de permanência autorizada para estudantes”. A data prevista para a publicação da regra proposta é ainda este mês. A medida preocupa sobretudo os brasileiros, pois o Brasil é um dos países que mais mandam estudantes para os Estados Unidos.

Substituir a atual “duração do status” para estudantes internacionais por um “período máximo de permanência autorizada” aumentaria a incerteza para os estudantes. Isso exigiria que eles obtivessem novas aprovações em cada estágio de seus estudos no país, como uma transição de um programa de graduação para um de pós-graduação. Novas aprovações também seriam necessárias se os programas acadêmicos demorassem mais do que o previsto.

Em entrevistas, os educadores estimam que os custos extras incorridos por estudantes internacionais podem ser de US$ 1,5 mil ou mais por extensão. Além disso, os estudantes enfrentariam a possibilidade de os agentes do Departamento de Serviços de Imigração e Cidadania (USCIS) negarem as solicitações de extensão, como muitos portadores de visto H-1B experimentam hoje ao tentar estender seu status e são forçados a deixar o país.

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A taxa de negação foi de 24% para as petições do H-1B para novo emprego e de 12% para o emprego continuado nos três primeiros trimestres do ano fiscal de 2019, de acordo com uma análise da National Foundation for American Policy.

Educadores e analistas culpam os custos mais altos nos EUA e as políticas restritivas de imigração da administração Trump pelos recentes declínios nas matrículas de estudantes internacionais. A nova política aumentaria os custos para os estudantes e seria muito mais restritiva com relação à permanência no país.

Dado os atrasos significativos no processamento de petições pelo USCIS devido à carga de trabalho atual, é improvável que a agência aprove as solicitações a tempo de muitos estudantes. O que acontece se um aluno registrar uma inscrição no prazo correto, mas o USCIS não aprová-la a tempo? O estudante estaria em risco, a menos que deixasse o país, de acordo com a agência.

(Com informações de Brazilian Voice)

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