O presidente Donald Trump anunciou o que descreveu como “suspensão temporária da imigração para os Estados Unidos“. Mas uma ordem executiva que ele deve assinar nesta quarta-feira (22) para implementar a mudança impediria apenas aqueles que procuram residência permanente, não trabalhadores temporários.

“Assinarei minha ordem executiva proibindo a imigração em nosso país hoje”, twittou Trump nesta quarta-feira. O presidente disse nessa terça-feira (21) que colocaria uma pausa de 60 dias na emissão de green cards, em um esforço para limitar a competição por empregos em uma economia americana destruída pelo coronavírus. A medida incluiria “certas isenções”, segundo ele, mas se recusou a descrevê-las, observando que a ordem ainda estava sendo elaborada.

“Ao fazer uma pausa na imigração, ajudaremos a colocar os americanos desempregados em primeiro lugar na fila de empregos à medida que os EUA reabrirem”, disse Trump na Casa Branca. “Seria errado e injusto que os americanos demitidos pelo vírus fossem substituídos por novos trabalhadores imigrantes enviados do exterior”, acrescentou.

Um funcionário do governo familiarizado com os planos, no entanto, disse que a restrição será aplicada a estrangeiros que procuram green cards baseados no emprego e a parentes de quem possui green cards que não sejam cidadãos.

Os americanos que desejam trazer família imediata ainda poderão fazê-lo, segundo o funcionário, que falou sob condição de anonimato antes do anúncio do plano. Cerca de um milhão de green cards foram concedidos no ano fiscal de 2019, cerca de metade para cônjuges, filhos e pais de cidadãos dos EUA.

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Ao limitar sua medida de imigração, Trump estaria deixando intocadas centenas de milhares de trabalhadores estrangeiros a quem são concedidos vistos de não-imigrante a cada ano, incluindo agricultores, trabalhadores de saúde e programadores de software.

Promessa de campanha

Trump há muito tempo defende restrições à imigração legal e ilegal e há anos se preocupa com estrangeiros competindo com cidadãos americanos por empregos.

Mas ele negou que estivesse usando o vírus para cumprir uma promessa de campanha de longa data, enquanto busca a reeleição. O presidente também usou a crise para empurrar outras prioridades paralisadas, da reforma tributária às restrições dramáticas nas fronteiras.

Os EUA agora estão registrando mais casos de Covid-19 do que qualquer outro país do mundo, com mais de 825 mil infectados, segundo dados compilados pela Universidade Johns Hopkins. Mais de 45 mil morreram.

(Com informações da Associated Press)

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