Quando uma aluna da Annapolis High School acessou o aprendizado on-line pela primeira vez no último trimestre do ano letivo, ela confiou bastante no telefone e nas tarefas impressas. Linette Luengas conta que costumava imprimir quase 20 páginas para cada uma de suas oito disciplinas, para tentar se manter em dia com o trabalho, enquanto as escolas do condado de Anne Arundel, em Maryland, continuam com o ensino a distância.

“Eu tive que imprimir todos esses papéis e estudá-los, responder, tirar fotos e enviá-los. Foi difícil”, conta a jovem de 18 anos. Embora tenha se qualificado para receber um Chromebook emprestado pelo sistema escolar, a estudante explica que chegar ao local de retirada conflita com o horário de trabalho de sua mãe.

No final de abril, os agrupamentos de Annapolis e Glen Burnie tinham a maior quantidade de alunos ainda não envolvidos no aprendizado on-line. Annapolis tinha mais de 600 alunos ainda não conectados, embora esse número não reflita famílias sem dispositivos, disse o porta-voz do sistema escolar, Bob Mosier, por e-mail. Na semana passada, o sistema informou que cerca de 2,6 mil estudantes ainda não estavam envolvidos on-line.

Linette ficou sem um computador em casa até receber uma doação de um morador de Glen Burnie, que por acaso é apaixonado por restaurar eletrônicos antigos. No porão e no galpão, Ed Witles monta peças usadas de computadores para doar aos estudantes do condado, tudo em um esforço para ajudar os alunos a ficar on-line durante o fechamento das escolas em todo o estado.

Iniciativa

Witles tinha peças de computador em sua casa e percebeu que poderia usá-las para ajudar outras pessoas. “Ouvi falar sobre o fechamento das escolas devido à pandemia e comecei a pensar em pessoas que precisam de tecnologia”, comenta.

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Ele tinha 12 laptops da Dell doados e uma coleção de desktops. Então, decidiu prepará-los para os alunos usarem. Durante todo o esforço, o voluntário é criativo, procurando on-line e utilizando computadores danificados ou antigos e as peças associadas.

Witles conseguiu se conectar com Romey Pittman, professora de história da Annapolis High School, e juntos eles deram a pelo menos dez estudantes computadores totalmente restaurados, incluindo Linette Luengas.

Com um laptop em casa, ela diz que é muito mais fácil fazer seu trabalho, especialmente para respostas por escrito. “É um mundo diferente. Quando eu costumava fazer isso no meu telefone, escrevia no meu caderno e depois digitava”, detalha.

Agora, a estudante não precisa mais fazer o dobro do trabalho para enviar suas tarefas. Ela pode até fazer a lição em casa ou no trabalho, o que ajuda na programação, e não precisa mais gastar dinheiro com impressão. “É muito mais fácil do que costumava ser antes”, considera.

(Com informações de Baltimore Sun)

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