Enquanto alguns distritos escolares da área de DMV já confirmaram o adiamento do retorno das aulas presenciais, outros ainda avaliam a possibilidade de retomada, gerando protestos dos professores. Os educadores argumentam que a volta só será segura quando o número de casos de coronavírus parar de subir.

Pela primeira vez em oito meses, os membros do Conselho das Escolas Públicas do Condado de Fairfax, na Virginia, se encontraram em uma reunião presencial com os participantes socialmente distanciados nessa quinta-feira (5).

Do lado de fora, educadores se mobilizavam para defender suas próprias vidas. “Eu amo meu trabalho. Eu amo meus alunos, mas não posso fazer do meu trabalho o meu túmulo”, discursou o professor de música Laleh Omaraie a outros manifestantes.

Omaraie conta que recentemente escreveu seu testamento, aos 24 anos de idade, devido a preocupações sobre o retorno ao ensino em sala de aula muito cedo. “Sinto que estou aqui esta noite para assistir ao meu próprio funeral, porque sinto que o Condado de Fairfax pouco se preocupa comigo neste momento”, afirmou o professor.

Por enquanto, apenas 3% dos alunos do sistema escolar retornaram às aulas presenciais, com a previsão de retomada gradual para mais alunos nas próximas semanas. Outras turmas retornarão em janeiro.

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Dados de saúde

A presidente da Fairfax Education Association, Kimberly Adams, está preocupada que algumas escolas não tenham equipamentos de proteção individual, como protetores faciais e aventais, suficientes para os funcionários e que não haja professores suficientes dispostos a deixar os confins mais seguros do aprendizado virtual para voltar à sala de aula.

“Queremos estar lá. É um desejo dentro de nós, mas estar lá pode ser perigoso”, considera, citando os dados do Departamento de Saúde da Virgínia, que mostram o aumento de casos de coronavírus no condado no último mês.

Falhas no aprendizado virtual

Por outro lado, o pai Greg Kinney, que participou da reunião do conselho escolar, disse: “Independentemente de onde estão as métricas, precisamos de escolas abertas”. Ele entende que os riscos valem a pena porque muitas crianças estão ficando para trás, pois o aprendizado virtual não estaria funcionando. “Tem sido um desastre desde o início. Estou muito infeliz com isso. Meus filhos estão muito insatisfeitos com isso”, comenta.

Conforme um porta-voz, o sistema escolar está constantemente procurando dados de saúde e datas em que as crianças voltam ao aprendizado em sala de aula permanecem fluidas com base nas métricas mais recentes. O conselho escolar se reúne novamente em 12 de novembro.

(Com informações de WJLA)

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