O isopor é barato, resistente e mantém a comida quente por mais tempo, mas também é nocivo para o meio ambiente e ainda pior do que outras alternativas de plástico. “Produzir é ruim para a natureza e muitas vezes acaba como lixo na beira da estrada”, argumenta a senadora estadual Cheryl Kagan, que apresentou o projeto de lei para proibir o isopor em Maryland. A proibição foi aprovada pela Assembleia Geral em abril de 2019 e está em vigor a partir desta quinta-feira (1º) no estado.

O material causa mais danos ambientais que os plásticos, segundo a parlamentar, porque geralmente não é reciclável e pode facilmente acabar no ecossistema. “É leve, se decompõe, entra em nossos cursos de água, onde os peixes o comem. E então comemos o peixe e ingerimos os produtos químicos”, aponta.

A proibição se aplica à maioria das embalagens de serviços de alimentação, excetuando as bandejas usadas para carnes cruas ou frutos do mar, bem como alimentos pré-embalados que estavam em recipientes de isopor quando adquiridos pela empresa de Maryland. Assim, por exemplo, os supermercados ainda podem vender ovos em caixas de isopor, desde que tenham sido embalados dessa forma quando a loja os comprou.

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A proibição deveria entrar em vigor em julho, mas a administração do governador Larry Hogan  atrasou a implementação da lei em três meses em meio à pandemia de coronavírus. De acordo com a lei, qualquer empresa ou escola pode solicitar uma isenção de até um ano, se o uso de recipientes que não sejam de isopor for uma “dificuldade indevida”.

Mais da metade dos residentes de Maryland já viviam em jurisdições com proibições de isopor, em vigor nos Condados de Montgomery, Prince George e Anne Arundel, juntamente com a cidade de Baltimore. A proibição em DC foi adotada em 2016.

(Com informações de DCist)

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