Chegou aquela época do ano em que é preciso fazer uma troca, voltando ao horário “normal”. Na madrugada deste domingo (1º), quando o relógio marcar 2 horas, moradores dos Estados Unidos (com exceção do Havaí e de parte do Arizona), deverão ajustar os ponteiros para uma hora mais cedo. É o fim do horário de verão, que para muitos deveria terminar em definitivo.

Especialistas em saúde, por exemplo, dizem que o horário de verão gera um aumento temporário de ataques cardíacos e derrames quando é iniciado. Em vários estudos realizados, os pesquisadores notaram que a segunda-feira seguinte à mudança de horário costuma ser o dia em que eles veem o pico de casos.

Um estudo de 2014 conduzido pelo Centro Cardiovascular Frankel, da Universidade de Michigan, encontrou um aumento de 24% nos ataques cardíacos às segundas-feiras. Durante os dias seguintes, o número de ataques cardíacos diminuiu gradualmente.

Uma tendência diferente ocorreu na hora de atrasar o relógio. Os pesquisadores descobriram que na terça-feira após o horário de verão terminar, houve uma redução de 21% nos ataques cardíacos. Durante o estudo de março de 2010 a setembro de 2013, os pesquisadores analisaram mais de 42 mil registros de internação hospitalar.

Na Suécia, os pesquisadores também descobriram um aumento de 5% no risco de ataques cardíacos na semana seguinte ao adiantamento de uma hora do relógio. Os médicos que conduziram o estudo disseram que normalmente viram o aumento nos primeiros três dias da mudança de horário.

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Eles também descobriram uma pequena redução no risco de ataques cardíacos depois que os relógios foram mudados para dar às pessoas uma hora extra de sono durante o inverno.

Risco de AVC

Um estudo preliminar em 2016 mostrou que a taxa de acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico foi 8% maior durante os primeiros dois dias após a transição do horário de verão. Esse tipo de AVC ocorre quando um coágulo bloqueia o fluxo sanguíneo para o cérebro.

O estudo também observou que as pessoas com câncer tinham 25% mais probabilidade de ter um derrame após o horário de verão do que durante outro período. Para pessoas com mais de 65 anos, o estudo descobriu que elas tinham 20% mais probabilidade de ter um derrame logo após a transição.

Em um artigo da Mayo Clinic Network News, os especialistas observaram que o relógio interno do corpo, ou ritmo circadiano, pode ser interrompido quando perdemos aquela hora de sono. Os especialistas explicaram que o relógio interno do corpo para de corresponder ao relógio externo. Isso nos faz sentir cansados ​​e lentos.

(Com informações de WUSA)

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