Os corredores e as salas de aula estavam vazios e o pátio sem vida, com nada além de cobertura vegetal preta e ervas daninhas em março na Springdale Preparatory School em New Windsor, Maryland. “Parecia ‘10 dias depois de Chernobyl’, compara Lorraine Fulton, a vice-diretora da escola. Ela queria trazer um pouco de vida de volta ao prédio enquanto a escola estava fechada devido à pandemia de coronavírus.

Quando os alunos retornaram em setembro, encontraram vincas rosas brilhantes, begônias vermelhas, rosas, orégano, salsa e tomilho, cultivados durante a primavera pela vice-diretora, que dedicou seus fins de semana à atividade. A ação dela inspirou um clube de jardinagem e, mais tarde, uma venda de flores.

Lorraine arrancou as ervas daninhas, comprou mudas de flores e ervas e plantou no jardim de 2,5 mil pés quadrados. “Quando as crianças voltaram em 1º de setembro, o jardim estava florescendo”, orgulha-se.

A educadora, então, formou um clube de jardinagem para alunos de sexta e sétima séries, junto com “estagiários administrativos”, ou alunos do segundo e do terceiro ano, que se ofereceram para ajudar.

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Vendas

Na manhã dessa quinta-feira (22), os alunos começaram a colher as flores e ervas às 7h30 e criaram buquês para a venda, que iniciaram às 11h30. Havia uma variedade de opções em uma mesa no fundo do refeitório.

O clube de 13 membros criou cartazes para propaganda e definiu os preços dos buquês em US$ 1 cada, a menos que tivesse lavanda. A planta rara aumentou o preço para US$ 2. O dinheiro arrecadado será destinado ao jardim e a novas camisetas para os sócios do clube. “Estamos muito felizes em fazer isso. Apenas por fazer algo novo”, disse Marlee Hill, uma aluna do sétimo ano.

As vendas foram um sucesso e mobilizaram toda a escola. A diretora Ashley Yuan comenta que está feliz que o clube permita aos estudantes aprender ciências, serviço comunitário e como reinvestir. Ela acrescenta que é educacional e um hobby seguro durante a pandemia. “É uma forma de formar equipes e não apenas permanecer na sala de aula”, aponta.

(Com informações de Baltimore Sun)

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