O Conselho Escolar do Condado de Fairfax, na Virginia, aprovou nessa terça-feira (22) a volta de milhares de alunos e centenas de funcionários às escolas a partir do próximo mês. O conselho votou a favor de um plano do superintendente Scott Braband para o retorno de 6.707 estudantes e 653 funcionários até o final de outubro.

A proposta envolve principalmente os alunos com necessidades especiais e estabelece três fases para a retomada das aulas presenciais. Estudantes e professores serão colocados em pequenos grupos e ficarão juntos durante todo o dia, portanto, presumivelmente, se uma pessoa adoecer, isso impactará apenas aquela turma.

Três membros do conselho votaram contra o plano, alguns expressando preocupações de que mais alunos deveriam retornar nesta primeira fase, incluindo todos os matriculados na educação infantil, primeira e segunda séries do ensino fundamental. O distrito revisará a reabertura em outubro para falar sobre como trazer mais estudantes de volta.

Também houve dúvidas sobre se haveria uma equipe adequada de professores. Segundo Brabrand, educadores com problemas de saúde que os colocam em alto risco não terão que retornar. Mas todas as outras categorias profissionais, incluindo aqueles com família imediata que são de alto risco, teriam que voltar para a escola à medida que mais alunos voltassem.

O superintendente espera que, para a reabertura em outubro, haja pessoal suficiente, mas os membros do conselho se perguntam sobre o futuro. “Em algumas escolas, os professores estão se demitindo e hoje ouvi diretores sobre isso”, conta Melanie Maren, membro do conselho.

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Em um comunicado, a Federação de Professores do Condado de Fairfax (FCFT) disse que espera que o distrito respeite o pedido de todos os educadores que não querem voltar às aulas. “Se esses pedidos não forem atendidos, os funcionários serão forçados a escolher entre seus empregos ou a saúde e segurança de si próprios e de suas famílias. Para que nossa comunidade escolar se recupere com sucesso desta pandemia, devemos apoiar nossos funcionários”, defende Tiffany Finck-Haynes, da FCFT.

Durante a reunião de cinco horas, os membros do conselho também perguntaram que tipo de indicadores de saúde, como novos casos de Covid-19 e taxas de hospitalização, permitiriam o retorno de mais alunos e o que faria o distrito pisar no freio.

Braband indicou que tinha as métricas do Departamento de Saúde do estado, mas foi orientado a não torná-las públicas. “Fomos especificamente informados de que essas métricas não deveriam ser compartilhadas e eu não as compartilhei”, reiterou.

(Com informações de Fox5)

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