A área de DMV está em isolamento social há cerca de seis meses, com a pandemia de coronavírus bagunçando a vida dos moradores e mudando drasticamente sua rotina. Diante disso, os residentes precisaram se adaptar e buscar novos caminhos para manter-se sadios física e mentalmente. E encontraram nos parques da região um lugar seguro para onde “fugir”.

Shannon Rinella ajustou-se ao seu novo estilo de vida em julho, quando decidiu que sua rotina pandêmica precisava de uma sacudida. “A coisa mais importante é limpar minha mente quando estou na trilha”, conta a ávida viajante de Reston, na Virginia.

Ela trabalha para uma grande empresa hoteleira e estava acostumada com a emoção de viajar. Mas durante o bloqueio, teve que encontrar uma maneira de substituir a sensação de visitar uma nova cidade pela primeira vez. Então, todo fim de semana, Shannon visita lugares que ela nunca havia explorado localmente – trilhas no Great Falls State Park, Riverbed Park, Bull Run Park e outros.

A moradora da Virginia não está sozinha. Os parques são uma ótima maneira de estar ao ar livre, essenciais para a saúde e o bem-estar e capazes de oferecer o distanciamento social adequado, de acordo com o grupo Trust for Public Land, que está monitorando a visitação aos parques durante a pandemia.

Apesar dos fechamentos na primavera, a visitação geral aos parques da região durante a crise do coronavírus aumentou em comparação com o mesmo período do ano passado. No Parque Nacional de Shenandoah, um refúgio popular perto de DC, a visitação aumentou 38% em julho em comparação com julho de 2019.

Aaron Maisler, de Arlington, costumava sentir a emoção de se apresentar em noites de microfone aberto na região. Ele está trabalhando em fazer um novo tipo de guitarra com partes substituíveis e estava animado para compartilhar o conceito com os músicos. Mas essa oportunidade social e comercial desapareceu com a pandemia.

Em junho, Maisler e sua irmã compraram caiaques infláveis. “O que a pandemia fez foi criar uma fome implacável de encontrar coisas para fazer. Caiaque simplesmente faz sentido. Suas prioridades mudam com o mundo que mudou. Estávamos apenas tentando encontrar algo novo que pudéssemos realmente fazer”, comenta.

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Por US$ 90, os irmãos Maisler encontraram uma atividade semanal com passeios nas águas de Annapolis, Mallows Bay e Fletcher Cove, no Potomac. “No final das contas, os seres humanos precisam sair de casa e fazer as coisas juntos, e essa foi uma maneira excelente de passar um tempo com minha irmã e ficar ao ar livre sem ter que se preocupar com o distanciamento social”, descreve Maisler.

Karl Lerebours, de Burtonsville, Maryland, costumava passar seu tempo livre saindo com a namorada e indo a DC ou fazendo compras nos shoppings da região. A dupla sobreviveu aos primeiros meses da pandemia assistindo TV, mas, em maio, ambos estavam esgotados na Netflix.

Então, decidiram visitar os parques em vez de ficar no sofá: Oregon Ridge Park & ​​Nature Center, Centennial Park, Patapsco Valley State Parks, Great Falls no lado de Maryland; trilha de Stony Run, Druid Hill Park, Montebello na Virgínia; Northern Central Railroad Trail, Harper’s Ferry, em West Virginia.

Ele anda de bicicleta sozinho ou caminha com a namorada pelo menos duas a três vezes por semana. Lerebours até aprendeu a observar pássaros. “Não compensa totalmente como a vida era antes, mas definitivamente ajuda”, afirma.

Visitação

A visitação em parques estaduais em Maryland e Virgínia e no Parque Nacional de Shenandoah seguiram em grande parte a mesma tendência: cada um viu quedas na primavera, quando a primeira onda da pandemia forçou a região a ficar em casa e os parques fecharam ou tiveram acesso limitado. Isso foi seguido por aumentos significativos no verão, conforme os acampamentos e outras instalações foram reabertos.

Muitos parques locais estão a caminho de superar o total de visitação anual anterior. Em Maryland, o sistema de parques estaduais já tinha visto 13,1 milhões de visitantes em meados de agosto – caminhando rapidamente para alcançar o número de 14,8 milhões de visitantes em todo o ano de 2019. Na Virgínia, a visitação aumentou 2,6% em relação ao ano passado – apesar de abril muito lento, que ficou 14% abaixo das taxas de visitantes de 2019.

(Com informações de WAMU)

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