Os preços ao consumidor nos EUA caíram em maio pelo terceiro mês consecutivo, quando a pandemia de coronavírus levou a economia americana a uma recessão. O Departamento do Trabalho informou nesta quarta-feira (10) que seu índice de preços ao consumidor teve redução de 0,1% no mês passado, após cair 0,8% em abril e 0,4% em março.

Excluindo os preços de alimentos e energia, que oscilam de mês para mês, o chamado núcleo de inflação caiu 0,1%, caindo pelo terceiro mês consecutivo pela primeira vez na história.

A pandemia e as quarentenas destinadas a contê-la levaram a economia norte-americana a uma grave recessão em fevereiro, encerrando uma expansão recorde iniciada em junho de 2009, declarou um painel de economistas na segunda-feira (8). A demanda mais fraca dos clientes diminui os preços.

“No geral, o impacto inicial das paralisações devido ao novo coronavírus é deflacionário”, escreveu o Contingent Macro Advisors em uma nota de pesquisa. “No futuro, espere aumento da volatilidade nos próximos meses – mas os riscos de médio prazo para a inflação permanecem firmemente em desvantagem”. No ano passado, os preços ao consumidor subiram 0,1% e os preços principais, 1,2%.

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Os preços da gasolina caíram 3,5% em maio, sua quinta queda consecutiva, uma redução de 33,8% em relação ao ano passado. Os preços do vestuário caíram 2,3%, terceira queda direta, e reduziram 7,9% em relação ao ano passado. Já os preços dos alimentos subiram 0,7% no mês passado e o preço da habitação subiu 0,2%

O Federal Reserve procura manter a inflação em ritmo anual de 2%. Para impedir que a economia implodisse completamente, o Fed reduziu a zero a taxa de juros de curto prazo que controla e despejou trilhões de dólares no sistema financeiro. Ele sinalizou que está pronto para fazer mais, mas não é esperado que tome medidas adicionais em sua última reunião, nesta quarta-feira.

(Com informações de Associated Press)

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