As empresas norte-americanas cortaram 20,2 milhões de empregos em abril, um colapso épico motivado pela pandemia de coronavírus, que fechou escritórios, fábricas, escolas, canteiros de obras e lojas, os propulsores da economia americana. O relatório foi divulgado nesta quarta-feira (6), pela empresa ADP.

O levantamento mostra a profundidade e escala trágicas de perdas de empregos que não deixaram incólume nenhuma parte da maior economia do mundo. As perdas provavelmente continuarão em maio, com uma recuperação nas contratações que provavelmente começará nos meses seguintes, segundo Mark Zandi, economista-chefe da Moody’s Analytics. “A boa notícia é que estamos no ápice da perda de empregos”, considera.

Embora Zandi espere que as contratações sejam retomadas em junho, quando os estados aliviarem as restrições, ele alerta que será um “trabalho árduo” ao longo de vários anos recuperar todos os empregos perdidos em abril.

O relatório da empresa privada vem dois dias à frente dos números oficiais do mês do Departamento do Trabalho dos EUA sobre empregos. Economistas acreditam que o relatório desta sexta-feira (8) revelará o desemprego no país em chocantes 16%, contra os 4,4% em março.

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Segundo a ADP, o setor de lazer e hotelaria dispensou 8,6 milhões de trabalhadores no mês passado. Comércio, transporte e serviços públicos demitiram 3,4 milhões de pessoas. As empresas de construção civil cortaram quase 2,5 milhões de postos de trabalho, enquanto os fabricantes deixaram cerca de 1,7 milhão de pessoas desempregadas.

O setor de saúde cortou um milhão de empregos, mas os serviços de educação obtiveram um ganho de 28 mil, pois faculdades e universidades não parecem ter forçado demissões significativas que poderiam ocorrer ainda este ano.

Mais da metade das perdas de empregos de abril vieram de empresas menores, com 500 trabalhadores ou menos. Mas os empregadores maiores cortaram 8,9 milhões de empregos.

(Com informações de Associated Press)

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