Mais de sete meses depois que Maryland se tornou o segundo estado do país a proibir pet shops de vender filhotes de cães e gatos, algumas lojas ainda estão comercializando os animais e não têm planos de parar. A lei visa acabar com as “fábricas” de filhotes, já que as lojas de animais geralmente dependem delas.

Duas das lojas que ainda vendem cães, Just Puppies em Rockville e Charm City Puppies em Columbia, processaram o estado sem sucesso, alegando que a lei é inconstitucional. O senador Ben Kramer propôs a legislação e considera a prática uma clara violação da lei. “Entrei em contato com o escritório do procurador-geral, pedi que resolvessem imediatamente e impedissem que isso aconteça”, diz o parlamentar.

Segundo ele, 25 semanas já se passaram desde o contato com a procuradoria, mas as lojas ainda estão vendendo filhotes. Travis Martz, advogado dos dois pet shops, alega que eles podem comercializar legalmente para os clientes, se eles fizerem uma encomenda primeiro. “Não há nada na lei que diga que eles não podem vender sob encomenda”, entende.

Segundo o escritório do procurador-geral de Maryland, Brian Frosh, a legislação de Maryland proíbe pet shops de vender cães e gatos ao público, independentemente do método que usem.

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A Humane Society of the US fez parte do esforço para que essa lei fosse aprovada. “Estamos prontos para uma longa luta”, garante John Goodwin, diretor sênior da campanha Stop Puppy Mills, promovida pela organização.

Ele informa que a Humane Society também apresentou queixas ao procurador-geral. “Se tivermos que voltar à Assembleia Geral, faremos isso, mas vamos garantir que os animais sejam protegidos. E não vamos tolerar isso”, promete.

Quando questionada se o procurador-geral tinha conhecimento de lojas que vendem sob encomenda, uma porta-voz disse que não pode confirmar ou negar se uma investigação estiver em andamento.

(Com informações de Fox 5)

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