Os motoristas podem ser solicitados a pagar até US$ 49,63 para ir de Frederick a Shady Grove, em Maryland, se houver pedágio na I-270, de acordo com as projeções publicadas em um relatório preliminar de impacto ambiental do Departamento de Transporte do estado.

Os dados de apoio encontram-se na página 883 do Anexo C do relatório ambiental. Eles apontam que o pedágio da hora do rush matinal da MD Route 85, em Frederick, para a I-370, em Shady Grove, será de US$ 2,26 por milha. Multiplicando isso pela extensão de 21,96 milhas da viagem, resulta no total de quase US$ 50.

Os números são baseados no volume de tráfego projetado e pedágios gerados por um modelo do Conselho Metropolitano de Washington, de acordo com Ben Ross, da Coalizão de Oportunidades de Trânsito de Maryland, que se opõe ao projeto.

Segundo o MDOT, os números citados são “hipotéticos” e baseados em uma “comparação de maçãs com laranjas”. Conforme o departamento, a taxa média ficaria em torno de US$ 0,68 a US$ 0,77 centavos por milha, mas ainda não houve a definição porque o processo de audiência pública não está concluído.

De acordo com o relatório, que está marcado como “confidencial e pré-decisório”, os pedágios são baseados na alta demanda. “No caso da I-270 ao norte da I-370, as altas taxas de pedágio são um reflexo de relativamente poucas rotas alternativas disponíveis para os viajantes nos segmentos da I-270 com duas faixas de uso geral”, afirma o documento.

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Projeto

A expansão da 270 e da Capital Beltway com pedágios é proposta pela administração do governador Larry Hogan como a melhor solução para aliviar o congestionamento no lado de Maryland do anel viário de DC.

O plano prevê um contrato de US$ 11 bilhões com uma empresa privada para alargar a 270 e o Beltway. Em troca, o contratado ficaria com grande parte do dinheiro do pedágio para pagar o custo do projeto. É o chamado projeto P3, de parceria público-privada.

O condado de Montgomery, onde casas e parques podem ser condenados, tornou-se um foco de resistência. Os oponentes aproveitaram os efeitos do teletrabalho para facilitar o tráfego durante a pandemia como prova de que futuras mudanças no teletrabalho ou no transporte público podem tornar obsoletos os grandes projetos de alargamento de estradas.

(Com informações de WUSA)

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