O desemprego nos Estados Unidos caiu para 11,1% em junho, com a economia adicionando sólidos 4,8 milhões de empregos, informou o governo nesta quinta-feira (2). A taxa no mês anterior havia sido de 13,3%. Segundo o presidente Donald Trump, o relatório de empregos mostra que a economia está “voltando”, embora reconheça que ainda existem áreas em que “estamos apagando as chamas” do coronavírus.

A recuperação do mercado de trabalho já pode estar oscilando, devido a uma nova rodada de fechamentos e demissões provocada pelo ressurgimento do coronavírus. Os dados foram coletados durante a segunda semana de junho, antes de vários estados começarem a reverter ou suspender a reabertura de suas economias para tentar combater o vírus. “Este é um instantâneo datado neste momento”, disse Jesse Edgerton, economista do JP Morgan Chase.

A notícia chegou quando o número de infecções confirmadas por dia nos EUA subiu para uma alta histórica de 50,7 mil, mais do que dobrando no mês passado, de acordo com a contagem mantida pela Universidade Johns Hopkins.

O pico, centrado principalmente no sul e oeste, levou estados como Califórnia, Texas, Arizona e Flórida a fechar novamente ou reprimir a abertura de bares, restaurantes, cinemas, praias e piscinas, reduzindo o número de postos de trabalho. As perdas de empregos nas últimas duas semanas serão refletidas no relatório de julho, a ser divulgado no início de agosto.

Enquanto o mercado de trabalho melhorou pelo segundo mês consecutivo, o relatório do Departamento do Trabalho mostrou que os EUA ainda estão longe de recuperar as perdas colossais sofridas nesta primavera. O país recuperou cerca de um terço dos 22 milhões de empregos perdidos.

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Os fechamentos estão mantendo as demissões elevadas: o número de americanos que procuraram benefícios de desemprego caiu apenas um pouco na semana passada, para 1,47 milhão, segundo um relatório separado. Embora o número semanal tenha diminuído constantemente desde o pico em março, ainda é extraordinariamente alto para os padrões históricos. E o número total de pessoas que estão recebendo seguro-desemprego permanece em 19 milhões.

Recontratações

O crescimento do emprego nos Estados Unidos em junho foi impulsionado principalmente por empresas que resgatavam trabalhadores que haviam sido demitidos como parte das amplas paralisações de negócios em todo o país na primavera.

Em uma tendência ameaçadora contida no relatório do Departamento do Trabalho, mais americanos disseram ter perdido empregos permanentemente. O número subiu 600 mil no mês passado, para quase 2,9 milhões.

Os trabalhadores que são demitidos permanentemente enfrentam dificuldades para encontrar novos empregos, e a maioria vai para uma nova empresa ou muda de profissão. “Mesmo no segundo semestre do ano, um grande número de pessoas ainda estará procurando trabalho”, acredita Eric Winograd, economista sênior dos EUA no gerente de ativos Alliance Bernstein.

(Com informações de Associated Press)

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