Total de votos do colégio eleitoral:

Enquanto no Brasil o próximo pleito à presidência da República ocorrerá apenas em 2022, o país acompanha de perto o desfecho da eleição presidencial norte-americana. Entre os brasileiros, as opiniões sobre o favorito a ocupar a Casa Branca nos próximos quatro anos se dividem entre Donald Trump, apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro, e o desafiante Joe Biden.

Mas, favoritismos à parte, o principal interesse quanto à escolha nos EUA está na esfera econômica, de como serão as relações comerciais entre os dois países no próximo mandato.

A eleição do próximo presidente dos Estados Unidos terá impactos em todo o planeta, uma vez que definirá quem será o próximo presidente da maior economia do mundo. Apesar das expectativas e incertezas sobre o que pode mudar no xadrez da economia global, a vitória do democrata ou do republicano deve ter poucas implicações no curto prazo nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, avaliam especialistas em política externa e comércio exterior.

Analistas destacam que os EUA têm se mantido como o segundo maior parceiro comercial do Brasil (atrás apenas da China) e que, independentemente do resultado das eleições, um aumento do fluxo de negócios bilaterais depende mais da dinâmica de recuperação da economia e de uma maior diversificação e competitividade da pauta de exportação do que necessariamente da política do próximo governo ou de maior alinhamento entre os países.

Dados da balança comercial brasileira mostram que a corrente de comércios (soma de exportações e importações) entre Brasil e EUA, vem se mantendo historicamente estável na última década, num patamar entre US$ 50 bilhões e US$ 60 bilhões por ano. Em 2019, ficou em R$ 59,8 bilhões. O melhor resultado dos últimos anos foi registrado em 2014, quando somou R$ 62 bilhões.

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Pandemia

O maior desafio do comércio bilateral entre os dois países no momento é recuperar o patamar pré-pandemia. Levantamento da Câmara Americana de Comércio (Amcham Brasil) mostra que a corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos desabou em 2020 para o menor nível desde a crise internacional de 2009.

A soma das exportações e importações entre Brasil e Estados Unidos no acumulado de janeiro a setembro caiu 25,1% em relação ao mesmo período de 2019, para US$ 33,4 bilhões – o pior resultado para o período dos últimos 11 anos.

No acumulado nos nove primeiros meses do ano, as importações brasileiras de produtos dos EUA totalizaram US$ 18,3 bilhões, uma queda de 18,8% na comparação com igual intervalo de 2019. Já as exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram 31,5%, para US$ 15,2 bilhões. Na parcial do ano, o déficit comercial com os EUA está em US$ 3,1 bilhões. Mantido o cenário atual, o Brasil deve encerrar 2020 com o maior déficit bilateral dos últimos seis anos.

E não é só com os Estados Unidos que a corrente de comércio do Brasil tem encolhido. Em 2019, tanto as exportações quanto as compras do exterior recuaram, mas as vendas externas apresentaram tombo maior. Para o ano de 2020, o Ministério da Economia estima que a soma das importações e exportações brasileiras deva cair 9%. A previsão é que as importações somem US$ 155,7 bilhões – queda de 12,2% – e as exportações somem US$ 210,7 bilhões, uma queda de 6,5%.

(Com informações do G1)

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