Mais de 4,4 milhões de trabalhadores demitidos solicitaram o seguro-desemprego nos Estados Unidos na semana passada, à medida em que os cortes de empregos aumentam em uma economia que permanece praticamente fechada. As informações foram divulgadas pelo governo federal nesta quinta-feira (23).

Cerca de 26 milhões de pessoas pediram ajuda devido à demissão nas cinco semanas desde que o surto de coronavírus começou a forçar milhões de empregadores a fecharem suas portas. Cerca de um em cada seis trabalhadores americanos perderam seus empregos desde meados de março, de longe a pior série de demissões já registrada. Economistas previram que a taxa de desemprego de abril poderia chegar a 20%.

A enorme magnitude dos cortes de empregos mergulhou a economia dos EUA na pior crise econômica desde a Grande Depressão da década de 1930. Alguns economistas dizem que a produção do país pode diminuir em duas vezes a quantidade que fez durante a Grande Recessão, que terminou em 2009.

As dolorosas consequências econômicas das paralisações relacionadas ao vírus provocaram protestos raivosos em várias capitais dos estados por parte de multidões exigindo que as empresas reabrissem. Alguns governadores começaram a diminuir as restrições, apesar das advertências das autoridades de saúde de que pode ser muito cedo para fazê-lo sem provocar novas infecções. Na Geórgia, academias, salões de beleza e boliches poderão reabrir nesta sexta-feira (24). O Texas reabriu seus parques estaduais.

No entanto, essas reaberturas dispersas não levarão a muitas contratações, principalmente se os americanos forem cautelosos demais para deixar suas casas. A maioria das pessoas diz que prefere pedidos de estadia em casa e acredita que não será seguro elevar as diretrizes de distância social tão cedo. E provavelmente haverá mais demissões de muitas pequenas empresas que tentaram, mas não conseguiram, receber empréstimos de um programa federal de ajuda.

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Imigração

O presidente Donald Trump assinou nessa quarta-feira (22) uma ordem executiva “suspendendo temporariamente a imigração para os Estados Unidos”, de acordo com ele. Mas especialistas dizem que a medida apenas atrasará a emissão de green cards para uma minoria de candidatos.

Trump disse que sua medida era necessária para ajudar os americanos a encontrar trabalho em uma economia devastada pelo coronavírus. “Isso garantirá que americanos desempregados de todas as origens sejam os primeiros na fila para empregos à medida que nossa economia se reabrir”, afirmou.

Mas a ordem inclui uma longa lista de isenções: para quem está atualmente no país, aqueles que procuram ingressar no trabalho como médicos e enfermeiros, ricos investidores estrangeiros e os cônjuges e filhos menores de cidadãos americanos. A suspensão de 60 dias também deixa intocadas as centenas de milhares de trabalhadores temporários e vistos de estudante que os EUA emitem a cada ano.

(Com informações da Associated Press)

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