A cidade de Baltimore, em Maryland, será monitorada por aviões de vigilância por até seis meses no próximo ano, sob um programa piloto anunciado nessa sexta-feira (20). As imagens capturadas pelas câmeras nas aeronaves vão ajudar a polícia a investigar crimes violentos, como a tática usada secretamente três anos atrás. .

Os voos, aos quais os grupos de liberdades civis se opõem, começarão em maio e reunirão imagens durante o horário em que a cidade sofre altas taxas de criminalidade. O anúncio marca uma reversão para o comissário de polícia de Baltimore, Michael Harrison, que anteriormente expressou ceticismo com relação ao uso dos aviões e descreveu a ideia como uma estratégia de combate ao crime “não testada”.

“Seremos a primeira cidade americana a usar essa tecnologia, na tentativa de resolver e impedir crimes violentos”, disse Harrison em entrevista coletiva. Ele acredita que as aeronaves podem ser “mais uma ferramenta” para combater a violência que assola a cidade.

Os três aviões voarão simultaneamente, cobrindo cerca de 90% da cidade, conforme Matt Jablow, porta-voz da polícia de Baltimore. A resolução das filmagens não será nítida o suficiente para os policiais identificarem rostos, mas deve ajudá-los a rastrear movimentos e ações.

Os testes serão alinhados com os meses historicamente mais violentos da cidade e serão focados em homicídios, tiroteios e roubos, incluindo roubos de carros. Harrison disse que a polícia não terá acesso a transmissões ao vivo e, em vez disso, os policiais receberão “pacotes de evidências” de crimes específicos que já foram denunciados.

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Violência

Baltimore está passando por um de seus anos mais violentos já registrados, com mais de 330 homicídios até agora. Isso superou o total de 309 em 2018. A cidade também viu mais de 1.310 assaltos e roubos comerciais armados e desarmados. Baltimore terminou no ano passado com 1.361 desses casos.

Harrison reconheceu a história controversa dos aviões e prometeu uma série de reuniões públicas, ainda a serem agendadas, para informar a comunidade “sobre como o programa será e não será usado daqui para frente”.

Em 2016, sob um comissário de polícia diferente, o departamento esperava reunir silenciosamente informações da cena do crime usando a tática de vigilância aérea. As principais autoridades da cidade não sabiam que a Persistent Surveillance Systems, de Ohio, estava testando sua tecnologia em Baltimore até a Bloomberg Businessweek a revelar.

 

 (Com informações de Associated Press)

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