Três membros da diretoria da Universidade de Maryland Medical System renunciaram. O anuncio o sistema médico na terça-feira, após um escândalo envolvendo acordos financeiros que levaram a prefeita de Baltimore a renunciar.

De acordo com o anúncio, o presidente do conselho, Stephen Burch, e Kevin O’Connor renunciaram e serão afastados à partir de 1º de julho. Já a renúncia do Dr. Scott Rifkin entra em vigor imediatamente.

A empresa de Rifkin, Real Time Medical Systems e UMMS, tem um “acordo ativo em que a empresa fornece software para um programa piloto projetado para reduzir as readmissões hospitalares”, explicou o sistema médico, justificando o afastamenro.

“A renúncia do Dr. Rifkin mostra o esforço para evitar conflitos e aumentar a transparência”, enfatiza o comunicado.

Prefeita renunciou em meio a investigações

Robert Chrencik, que era o presidente e CEO do sistema médico, renunciou no mês passado. Ele liderou o sistema desde 2008, antes de ser despedido no final de março, quando “The Baltimore Sun” relatou pela primeira vez os questionáveis ​​arranjos financeiros envolvendo membros do conselho, dentre eles a prefeita de Baltimore, Catherine Pugh.

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Pugh renunciou ao cargo de prefeita na semana passada em meio a investigações sobre se ela vendia livros infantis autopublicados para disfarçar centenas de milhares de dólares em propinas.  Ela chamou seu contrato de livro com o sistema médico de um “erro lamentável”. Os agentes do FBI e do IRS invadiram as casas de Pugh e os escritórios da prefeitura no mês passado. Pugh não foi acusada de nenhum crime.

Aproximadamente um terço de mais de duas dúzias dos membros do conselho do sistema recebeu compensação através dos arranjos do sistema médico com seus negócios. O contrato com a empresa de Rifkin não havia sido relatado anteriormente.

Legislação emergencial para barrar fraudes

O governador Larry Hogan assinou uma legislação de emergência no mês passado para reformar a diretoria da rede, que supervisiona um sistema de saúde regional baseado na universidade.  Tem cerca de 28.000 funcionários e 4.000 médicos afiliados em mais de 150 locais e em 13 hospitais.  A nova lei impede que os membros do conselho obtenham contratos sem um processo de licitação e proíbe os membros do conselho de alavancar sua posição no conselho para ganho pessoal.

(Com informações de Associated Press)

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