Logo após as calorias serem publicadas nos menus de fast-food, as pessoas diminuíram um pouco o que pediam. Mas isso não durou muito. Os clientes pediram uma média de 60 calorias a menos por transação nas semanas após a exibição dos números, de acordo com um estudo publicado pela na revista médica BMJ. Isso representou uma queda de 4%, e os declínios vieram em grande parte de extras, como batatas fritas e sobremesas.

Após cerca de um ano, essa redução baixou para 23 calorias. Como os pedidos provavelmente incluíram alimentos para várias pessoas, o impacto por capita pode ser ainda menor. Mas as reduções são médias e algumas pessoas podem ter feito cortes maiores, enquanto outras não, explica o coautor do estudo, Joshua Petimar, da Escola de Saúde Pública de Harvard.

“O impacto mais forte pôde ser sentido a curto prazo, enquanto os efeitos a longo prazo ainda estão um pouco no ar”, aponta. É o mais recente esforço para avaliar como a contagem de calorias influencia o que as pessoas comem.

Uma lei nacional que entrou em vigor no ano passado exige a cadeias com 20 ou mais lojas para divulgar as calorias daquilo que servem. Alguns lugares, incluindo Nova York e Califórnia, impuseram regras semelhantes anos atrás para combater a obesidade. A ideia é dar às pessoas informações para fazer melhores escolhas.

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Pesquisas anteriores sugeriram que a contagem de calorias leva a mudanças modestas ou inexistentes, assim como o estudo atual. Apesar disso, os autores afirmam que são necessárias mais pesquisas para entender os efeitos da prática, especialmente a longo prazo, e em outros ambientes, como restaurantes tradicionais.

Pode ser que as pessoas não percebam os números nos menus de fast-food lotados ou não saibam o que eles significam, acredita Bonnie Liebman, do Centro de Ciência de Interesse Público, que pressionou pela contagem de calorias nos menus.

 

(Com informações de Associated Press)

 

 

 

 

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