Defensores dos direitos de aborto e moradores de Baltimore se reuniram em frente ao prédio do Memorial de Guerra nessa terça-feira (21) para protestar contra as novas leis que restringem o acesso ao aborto em todo o país. Cerca de 150 pessoas se reuniram para ouvir os oradores de várias organizações.

A manifestação acontece dias depois que a governadora do Alabama, Kay Ivey, aprovou a lei mais restritiva dos EUA, que proíbe quase todos os abortos, mesmo em casos de estupro e incesto, permitindo o procedimento apenas se a vida da mãe estiver seriamente ameaçada.

O comício foi um dos vários realizados em todo o estado de Maryland e em todo o país – organizadores nacionais dizem que mais de 400 eventos foram planejados em todos os 50 estados.

No ato, vários oradores chamaram o aborto de um direito humano que deveria ser visto como parte dos cuidados de saúde para as mulheres. “Nenhuma mulher deve estar sujeita à investigação criminal depois de procurar atendimento médico para interromper uma gravidez ou tratar de sua saúde quando sofrer um aborto espontâneo”, disse Kimberly Haven, da Naral Pro-Choice Maryland.

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Legislação

 

A manifestação coincidiu com um novo processo movido contra o governo federal por quase duas dúzias de estados, incluindo Maryland, para impedir uma nova regra que permite que os médicos se recusem a oferecer abortos e outros serviços que entrem em conflito com suas crenças morais ou religiosas.

Emitida pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos, a resolução está marcada para entrar em vigor em julho e também requer a hospitais, universidades, clínicas e outras entidades que recebem financiamento federal para cumprir formalmente 25 leis que protegem os direitos religiosos e de consciência.

(Com informações de Baltimore Sun)

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