Apesar das promessas de Donald Trump a Jair Bolsonaro, o governo dos Estados Unidos não deu aval para apoiar a entrada do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Em vez disso, os EUA estão priorizando a entrada da Argentina e Romênia, segundo o governo brasileiro, apenas por uma questão cronológica.

Durante visita de Bolsonaro à Casa Branca em março, o apoio americano ao ingresso do Brasil na OCDE foi um dos principais acordos anunciados e comentados. No entanto, o governo dos Estados Unidos, através do secretário de Estado, Mike Pompeo, enviou uma carta ao secretário geral da organização, José Ángel Gurría, em 28 de agosto, na qual afirma que não quer discutir uma maior ampliação do clube de países mais ricos, apoiando assim somente as candidaturas da Romênia e da Argentina.

“Os EUA continuam preferindo uma ampliação em ritmo controlado e que leve em conta a necessidade de pressionar por governança”, diz o documento. A adesão à entidade é um dos principais objetivos da política externa da gestão Bolsonaro e era dada como justificativa para o alinhamento total entre Brasil e EUA.

Segundo o governo brasileiro, a entrada da Romênia e Argentina, e não a do Brasil, serão feitas primeiro por um motivo cronológico, já que esses dois países iniciaram o processo de entrada na organização internacional há mais tempo e os norte-americanos ainda apoiam uma entrada futura do Brasil.

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O pedido de adesão do Brasil foi feito em maio de 2017, ainda no governo Temer, mas a entrada depende da aprovação dos Estados membros, que incluem as nações mais desenvolvidas do mundo, além de países do leste europeu, do Chile, do México e da Turquia.

 

Fake News

 

Na noite dessa quinta-feira (10), após a carta do secretário de Estado tornar-se pública, o presidente Donald Trump afirmou que ainda apoiava a entrada do Brasil na OCDE. Trump abordou o assunto no Twitter, postando que a declaração conjunta divulgada com o presidente brasileiro Jair Bolsonaro “em março deixa absolutamente claro que eu apoio o Brasil a iniciar o processo para a plena adesão à OCDE”. Ele chamou a matéria sobre a carta publicada pela agência Bloomberg de “fake news”.

Pompeo também disse que os EUA estavam por trás da aspiração do governo Bolsonaro de se juntar ao grupo. “Congratulamo-nos com os esforços contínuos do Brasil em relação a reformas econômicas, melhores práticas e uma estrutura regulatória alinhada aos padrões da OCDE”, afirmou o secretário em comunicado. “Somos apoiadores entusiasmados da entrada do Brasil nesta importante instituição e os Estados Unidos farão um grande esforço para apoiar a adesão do Brasil”, assegurou.

 

(Com informações de UOL e Bloomberg)

 

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