O presidente Donald Trump voltou a dizer que está pensando “seriamente” em eliminar o direito à cidadania por nascimento – no caso, os alvos são os “bebês âncora”, como são chamados, cujas mães estrangeiras entram nos Estados Unidos somente para ter o filho e voltam para o país de origem.

“Somos o único país do mundo onde uma pessoa entra e tem um bebê e este é essencialmente um cidadão dos Estados Unidos, com todos os benefícios há 85 anos”, disse ele. “É ridículo. É ridículo. E tem que acabar”, afirmou na quarta-feira (21).

Embora tenha feito a declaração, Trump não detalhou como a medida seria feita. No ano passado, chegou a cogitar uma ordem executiva, mas acabou não colocando em prática. Um dos motivos seria que a medida enfrentaria um desafio legal imediato e está em desacordo com o precedente da Suprema Corte, segundo legisladores e juristas.

Retomando uma ideia apresentada há um ano, Trump fala em encerrar unilateralmente o processo pelo qual bebês nascidos no país se tornam automaticamente cidadãos. O comentário recente do presidente foi recebido com pressão imediata dos legisladores, incluindo o então presidente da Câmara, Paul Ryan, republicano de Wisconsin, que disse a uma emissora de rádio de Kentucky que “você não pode acabar com a cidadania com uma ordem executiva”.

Publicidade

 

Green Card

 

Filhos cidadãos americanos só podem pedir a residência permanente (green card) para os pais depois que completarem 21 anos, de acordo com as atuais leis de imigração. Mesmo assim, milhares de estrangeiras viajam aos Estados Unidos para dar à luz no país, com o intuito de o bebê já nascer “americano” e no futuro não ter muitas dificuldades para viver no país.

Embora a lei de cidadania de nascimento seja legal, ela está sendo usada de forma abusiva por diversas empresas direcionadas a estrangeiras grávidas e chegam a lucrar US$ 99 mil por “parto”. Em junho de 2017, agentes do Federal Bureau of Investigation (FBI) apreenderam material da agência Miami Mama LLC, em Hallandale Beach, especializada em fazer partos de grávidas de países estrangeiros que optam por ter seus bebês nos EUA com a intenção de obter cidadania.

 

(Com informações de Gazeta News)

 

Publicidade
Curso de Inglês Marcondes