Durante o verão, uma pintura de dez anos na Chinquapin Round Road, em Annapolis, Maryland, ganhou uma nova vida depois que a artista local Cindy Fletcher-Holden trabalhou em conjunto com o proprietário do prédio e outros parceiros da comunidade para reformar o mural.

Avançando rapidamente para a manhã de sábado (9), um grupo de adolescentes teve absoluta liberdade para pintar uma parede ao lado desse mural para expressar diversidade e inclusão com a ajuda do artista australiano Houl. Foi retratada a vida vegetal nativa de Maryland.

Os adolescentes fazem parte do Centro de Extensão à Juventude María de la Paz do Centro de Ajuda, um programa que oferece atividades de apoio para que jovens entre 12 e 17 anos se sintam seguros, emocionalmente estáveis ​​e engajados, e abordam os fatores de estresse da imigração (como discriminação e violência) entre outras preocupações comportamentais.

“Em um momento de alta tensão, acho realmente importante que as pessoas vejam que crianças cujas famílias são de outro país podem se conectar à nossa comunidade e ao nosso ambiente”, afirma Bree Allen, diretora de arte do programa. “Só porque você tem uma herança originária de outra parte do mundo, isso não significa que você seja menos parte deste país ou desse belo estado”, completa.

Essa não é a primeira vez que o Centro de Ajuda envolve os jovens em projetos comunitários, com o objetivo de ajudá-los a integrar-se em uma nova comunidade e vida. Em junho, crianças de dois dos programas do Centro de Ajuda – Programa de Liderança e Aprendizagem e Centro de Assistência à Juventude Maria de La Paz – capinaram espécies invasoras e plantaram espécies nativas como um serviço comunitário por dois sábados no Santuário de Jug Bay Wetlands, com a ajuda da tropa de escoteiros Broadneck. No ano passado, o Centro de Ajuda organizou um projeto semelhante em Quiet Waters.

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Parceria

 

Após uma conversa com a Urban Walls Brazil, Bree Allen e Tatiana Klein, presidente do conselho do Centro de Ajuda, viram essa colaboração como uma maneira de conectar crianças com a comunidade e promover um senso de inclusão.

“Quando você chega a uma festa em que não conhece ninguém, não sabe o que fazer”, argumenta Tatiana. “Mas quando alguém pega sua mão e o apresenta a outras pessoas, você se sente mais bem-vindo. É isso que estamos tentando fazer para ter mais alcance na comunidade. Queremos garantir que as pessoas sintam que podem contribuir”, explica.

O Centro de Ajuda adotou a educação ambiental como uma maneira de ajudar os jovens a se tornarem administradoras de bacias hidrográficas e a cuidar da Baía de Chesapeake. Como parte do programa, os adolescentes foram ensinados sobre flores e vegetação locais pertinentes a Maryland.

Depois que os adolescentes pintaram o fundo, Houl adicionou flores nativas de Maryland para criar um Jardim da Inclusão. “Isso reflete a necessidade de diversidade em um jardim, ou em nossa comunidade”, declara Roberta Pardo, proprietária da Urban Walls Brazil.

 

(Com informações de Capital Gazette)

 

 

 

 

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