Tatiana Rodriguez emigrou do Uruguai quando era criança, mas ela não é coberta pelo programa Ação Diferida para Chegadas de Infância (DACA), então, não pode obter legalmente uma carteira de motorista no estado de Nova Jersey. A moradora de Elizabeth disse, durante uma audiência na legislatura estadual nessa segunda-feira (9), que a incapacidade de dirigir colocou uma pressão sobre sua família.

“Eu tenho um garoto de seis anos que me pergunta todos os dias por que não posso levá-lo à escola, por que não podemos ir às consultas médicas, por que não posso estar ao volante para levá-lo aos jogos de futebol”, afirmou.

Tatiana foi uma das dezenas de pessoas que testemunharam nessa segunda-feira perante o Comitê Judiciário da Assembleia a favor de um projeto de lei que estenderia a carteira de motorista a pessoas que não podem provar que estão legalmente no país.

Os defensores das comunidades imigrantes pressionam por essa legislação há anos, argumentando que permitir que os imigrantes dirijam lhes permite trabalhar e levar vidas produtivas. Mas os oponentes da legislação sustentam que é injusto que residentes e imigrantes legais estendam direitos a pessoas que possam estar vivendo no país ilegalmente.

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O projeto foi aprovado pelo Comitê Judiciário da Assembleia por 4 votos a 2, com todos os democratas a favor e ambos os republicanos contra. O governador democrata Phil Murphy disse que apoia a ideia. Se a proposta se tornar lei, Nova Jersey se tornaria o 15º estado a oferecer carteiras de motorista para indocumentados, segundo o Center for American Progress.

De acordo com a proposta, os solicitantes de carteira de motorista padrão teriam que provar que moram em Nova Jersey, mas não teriam que provar sua “presença legal” no país ou divulgar informações sobre seu status de imigração.

 

(Com informações de WHYY)

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