Ron Legler vê motoristas furarem o sinal vermelho em Baltimore, Maryland, o tempo todo no trajeto diário entre sua casa em Canton e seu trabalho como presidente do Hippodrome Theatre na Eutaw Street, no centro da cidade. Ele quase não os culpa. “Toda vez que fica verde, a próxima luz fica vermelha”, explica.

Quando isso acontece, Georgia Martin, uma contadora que mora em Federal Hill, costuma se ver parada no sinal verde. Motoristas frustrados tentam atravessar o cruzamento, diz ela, bloqueando o tráfego quando a luz muda e piorando o problema. “Bloquear a passagem em Baltimore é um modo de vida. Não sei por que as luzes não ficam verdes ao mesmo tempo”, reclama.

Mas por que é tão difícil sincronizar os semáforos de Baltimore? É uma pergunta perpétua para os motoristas e, segundo as autoridades, o motivo é o resultado de vários fatores, incluindo a hora do dia e os cruzamentos em questão, interrupções como acidentes e fechamentos de estradas, comportamento dos condutores, medidas para reduzir a velocidade e, em particular, a falta de investimento na antiquada rede de semáforos e tecnologia de gerenciamento de tráfego.

 

Programação

 

As sinaleiras estão programadas para operar de maneira diferente durante o dia. As principais rotas de entrada e saída do centro da cidade, incluindo as ruas President, Fayette, Conway, Pratt e Lombard, são favorecidas em relação a ruas secundárias menores nos horários de pico da manhã e da noite, e o padrão é ajustado para acomodar fluxos de tráfego para eventos especiais, como jogos e shows.

Enquanto motoristas e passageiros podem estar desesperados por uma fila consistente de luzes verdes, os semáforos são cronometrados para garantir que as estradas do centro não se tornem rodovias.

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“A progressão do tempo é estabelecida a uma velocidade racional. Se forem rápidos demais, eles atingirão um vermelho, se o tempo estiver correto”, afirma o vice-diretor de transportes, Frank Murphy, que trabalha no departamento há décadas.

Mas o tempo adequado não é necessariamente um dado. Mais de um quarto dos 1,3 mil sinais de trânsito da cidade não foram projetados para se conectar ao sistema de gerenciamento de tráfego, rodando apenas com temporizadores e exigindo que o público ligue para 311 para relatar interrupções ou outros problemas, porque o sistema não pode controlá-los remotamente, conforme Raj Sharma, vice-chefe de sinais e veterano de 20 anos do departamento.

Dos outros 974 sinais de tráfego projetados para se conectar ao sistema, apenas cerca da metade estão conectados. “Com o sistema atual, não temos tanta flexibilidade, como o que um novo sistema forneceria, como um sistema adaptativo ou os sinais inteligentes”, declara Sharma. “O sistema é antigo e temos mantido isso”, finaliza.

 

(Com informações de Baltimore Sun)

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