A prefeita Muriel Bowser apresentou planos ao Conselho de DC que permitiria a investidores converter uma popular galeria subterrânea e espaço de apresentação em uma boate comercial. A proposta veio duas semanas depois que o Dupont Underground ter divulgado o medo de que a cidade não renovasse seu contrato.

“Não estou surpreso”, disse Robert Meins, CEO da organização sem fins lucrativos. Ele conta que o grupo recebeu apoio significativo de embaixadas de artes e comunidades filantrópicas no Distrito.

Mais de 3 mil pessoas assinaram a petição “Save the Underground”, segundo Meins, e os financiadores prometeram mais de US$ 200 mil, dinheiro necessário para adequar o espaço aos códigos de segurança e acessibilidade.

Em sua resolução ao Conselho da DC, a prefeita propõe isentar o Underground da Zona Moratória do Círculo Ocidental de Dupont, uma restrição de 20 anos que proíbe boates e restringe licenças de bebidas alcoólicas perto do círculo. Durante os anos 1990, a moratória foi estabelecida em resposta às preocupações dos moradores sobre várias boates ao sul do círculo, e às propostas que a cidade recebeu para clubes que incluem “entretenimento nu”.

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Decisão em março

 

A decisão deverá se tornar lei em 12 de março, após um período de comentários públicos. No entanto, a prefeita está instando o conselho a adotar a proposta mais cedo. A sugestão parece estar em desacordo com uma declaração emitida há duas semanas pelo vice-prefeito interino de Planejamento e Desenvolvimento Econômico, John Falcicchio, que disse que as autoridades de DC “continuam comprometidas em manter esse espaço único como um ativo da economia criativa”.

Até 9 de dezembro, esse espaço está apresentando a terceira edição anual da World Press Photo DC, uma exposição multimídia que homenageia a excelência em fotojornalismo. Na parte traseira do corredor sinuoso, a Alliance for New Music-Theater recentemente terminou uma série do The Havel Project, duas peças que exploram o legado do escritor dissidente tcheco Vaclav Havel.

Antes de tomar conhecimento da proposta da boate, Meins disse que estava agendando mais reuniões de angariação de fundos e tinha uma carta preparada para a prefeita “pedindo ajuda”.

 

(Com informações do DCist)

 

 

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