A Fifa anunciou nesta sexta-feira (29) o banimento perpétuo do ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, do futebol por conta de violações no código de ética. Segundo comunicado, a câmara decisória do Conselho de Ética da entidade considerou Teixeira culpado de crimes de suborno, aplicando a pena, que o proíbe de exercer atividades ligadas ao futebol para sempre.

Ele também foi multado em 1 milhão de francos suíços (R$ 4,2 milhões). O advogado de Ricardo Teixeira, Michel Assef Filho, declarou que vai recorrer da decisão ao Comitê de Apelação da própria Fifa.

A investigação do Conselho de Ética analisou atividades de Ricardo Teixeira entre 2006 e 2012, focando em contratos da CBF, Conmebol e Concacaf com empresas de mídia e direitos de transmissões de TV. O conselho considerou que Teixeira violou o artigo 27 do Código de Ética, que diz respeito a suborno, e decidiu aplicar a pena máxima – que também foi imposta a outros ex-presidentes da CBF, como Marco Polo Del Nero e José Maria Marín.

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Eu entendo que esse resultado no âmbito da Fifa era previsível, por ter havido cerceamento de defesa, e que tenho confiança de que o Tribunal de Justiça Suíço reformará a decisão para absolvê-lo, já que nessa esfera os princípios processuais serão observados e respeitados – disse o advogado de Teixeira, Michel Assef Filho.

Ricardo Teixeira presidiu a CBF entre 1989 e 2012, por cinco mandatos consecutivos, e também ocupou cargos nos Comitês Executivos da Fifa e da Conmebol. O brasileiro foi acusado de receber e distribuir propinas em contratos com empresas de mídia, desde que veio à tona o escândalo que levou para a cadeia dezenas de dirigentes do alto escalão da Fifa, em 2015.

 

(Com informações de G1)

 

 

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