A Fiat Chrysler e a francesa PSA Peugeot anunciaram nesta quinta-feira (31) um acordo de fusão, que resultará na quarta maior montadora do mundo em participação no mercado automotivo, de automóveis e veículos leves, atrás apenas de Volkswagen, Renault-Nissan-Mitsubishi e Toyota. A nova empresa surge com força suficiente para enfrentar grandes mudanças no setor, incluindo uma corrida para desenvolver carros elétricos e tecnologias sem motorista.

A ítalo-americana Fiat-Chrysler traz consigo uma forte presença na América do Norte, onde obtém pelo menos dois terços de seus lucros, enquanto a Peugeot é a segunda maior montadora da Europa. E ambos estão tentando recuperar o atraso no desenvolvimento de veículos elétricos, que são caros e considerados essenciais, já que os governos impõem limites de emissões mais rígidos.

O acordo procuraria reunir recursos e ganhar força em escala. A empresa combinada valeria US$ 50 bilhões, com receita estimada de 170 bilhões de euros (US$ 189 bilhões). A capacidade de produção é de 8,7 milhões de carros por ano. Espera-se que a fusão ofereça uma economia de 3,7 bilhões de euros (US$ 4 bilhões), que as montadoras esperam obter sem o fechamento de fábricas.

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A empresa combinada poderia compartilhar o custo do desenvolvimento de carros elétricos e direção autônoma, entre outras coisas, além de economizar em investimentos em plataformas de veículos. O grupo continuaria a ter escritórios na França, Itália e Estados Unidos, e ações seriam negociadas nos três países. A matriz seria sediada na Holanda, como atualmente é o caso da Fiat Chrysler.

 

(Com informações de Associated Press)

 

 

 

 

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