O Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) deixou sua taxa de juros inalterada nessa quarta-feira (19), mas sinalizou que está preparado para começar a reduzir as taxas se necessário, para proteger a economia norte-americana de conflitos comerciais e outras ameaças. A taxa de referência, que influencia muitos empréstimos para consumidores e empresas, varia entre 2,25% a 2,5% desde dezembro.

O banco divulgou um comunicado dizendo que, como as “incertezas” aumentaram, “agiria de forma apropriada para sustentar a expansão”. Essa linguagem ecoou uma observação feita pelo presidente Jerome Powell há duas semanas que os analistas interpretaram como um sinal de que cortes de juros estavam a caminho.

As incertezas a que o Fed se refere claramente incluem os conflitos comerciais do presidente Donald Trump, especialmente com a China. Os efeitos das tarifas e das contra-tarifas entre os Estados Unidos e a China se tornaram talvez a principal ameaça à expansão econômica dos EUA, que no mês que vem se tornará a mais longa já registrada.

Em sua declaração, o Fed removeu uma referência a ser “paciente” em relação às taxas de ajuste. Isso sugeriu que agora está inclinado a começar a cortar as taxas pela primeira vez em mais de uma década. Ainda não está claro, quando isso pode acontecer.

A decisão do Fed foi aprovada com votação de 9 a 1, com James Bullard, presidente do banco regional do Fed em Saint Louis, discordando porque ele achava que o banco central deveria começar a cortar as taxas agora.

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Reflexos no mercado

 

Em Wall Street, as ações subiram e os rendimentos dos títulos caíram, refletindo as expectativas dos investidores de taxas mais baixas à frente. O Dow Jones Industrial Average acrescentou 38 pontos modestos.

Mas os investidores abocanharam títulos e enviaram seus rendimentos para o mercado. O rendimento da nota do Tesouro de dez anos caiu para 2,03%, seu ponto mais baixo desde a eleição de Trump em novembro de 2016.

Uma pesquisa com os 17 funcionários do Fed mostrou que quase metade agora espera pelo menos um corte de taxa este ano, com sete projetando dois cortes. Quando eles emitiram previsões anteriormente em março, nenhum previu um corte de taxa em 2019.

O Fed está se reunindo em um momento em que a guerra comercial EUA-China ampliou a preocupação e a incerteza para empresas e investidores sobre se e quanto a economia sofrerá. O setor manufatureiro dos EUA, em particular, está enfraquecendo.

 

(Com informações de Associated Press)

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