O Ministério da Agricultura do Brasil suspendeu exportações de carne bovina do país à China após a confirmação de um caso atípico de doença de “vaca louca” em Mato Grosso, informou a pasta nesta segunda-feira.

A China, maior importadora de carne bovina do Brasil em receita, gastou 1,5 bilhão de dólares em compras do produto no ano passado, totalizando 332.400 toneladas, ou quase 20% de todos os embarques, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

Uma porta-voz do ministério afirmou que a ação é resultado de um protocolo sanitário bilateral assinado por ambos os países em 2015. O Brasil é o maior exportador de carne bovina.

Frigoríficos sofrem queda na bolsa de valores

Os frigoríficos brasileiros listados na bolsa de valores registraram quedas substanciais nesta segunda-feira. A Minerva recuou 2,8%, enquanto JBS recuou quase 3 por cento, e Marfrig perde 4,25%, ao final da sessão.

O Ministério da Agricultura relatou na sexta-feira o caso atípico de vaca louca, registrado em uma vaca de 17 anos em Mato Grosso.

O caso foi considerado “atípico” porque a doença apareceu espontaneamente, e não por ração contaminada.

A porta-voz do ministério disse nesta segunda-feira que o Brasil espera que a suspensão seja levantada rapidamente, uma vez que o país segue classificado como livre da doença de vaca louca pela Organização Mundial de Saúde Animal.

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Ato de precaução

O tema foi levado ao presidente Jair Bolsonaro, que se reuniu nesta segunda-feira, no Palácio do Planalto, com a ministra Tereza Cristina (Agricultura) e com o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Alceu Moreira (MDB-RS).

O parlamentar disse que a suspensão às exportações de carne bovina para a China foi um ato de “precaução.”

“A ministra Tereza Cristina suspendeu porque um importador como a China precisa ser tratado com absolutas garantias, então nós fizemos isso muito mais por precaução”, disse Moreira.

Ele afirmou ainda que a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) determinou o encerramento do caso.

“Isso está concluído, é um assunto que não existe mais”, disse o deputado. “Assim que tivermos a nota técnica (da OIE) que afirma que este fato foi concluído, imediatamente reaproximamos a negociação com a China para restabelecer o mercado”, acrescentou

 

(Com informações de Reuters e Folha)

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