O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em alta de 0,92%, a 97.457,36 pontos, no quarto dia seguido de alta. É a maior pontuação de fechamento em mais de dois meses, desde 20 de março (98.041,37 pontos).

A nova alta também reaproximou o índice de seu recorde histórico, batido poucos dias antes, em 18 de março, quando o Ibovespa atingiu 99.993,92 no fechamento.

O dólar comercial terminou o dia em alta de 0,07%, cotado a R$ 3,979 na venda, depois de dois dias em queda.

É o segundo dia seguido em que a moeda fica abaixo da marca dos R$ 4, depois de passar quase duas semanas acima disso. Em 16 de abril, em meio a tensões políticas no Brasil e no exterior, o dólar fechou acima de R$ 4 pela primeira vez desde as eleições presidenciais do ano passado.

Exterior ofusca PIB ruim

Otimismo no cenário externo ajudou no bom desempenho dos principais indicadores do mercado financeiro brasileiro, mesmo com a confirmação de que a economia nacional caiu no primeiro trimestre deste ano.

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o PIB (Produto Interno Bruto) teve um recuo de 0,2% na comparação com o último trimestre do ano passado, na primeira queda desde 2016, quando o país ainda estava em recessão.

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Por outro lado, o PIB norte-americano mostrou um crescimento de 3,1% no primeiro trimestre. Embora o dado tenha sido ligeiramente revisada para baixo, o número reforçou a visão de que a economia dos EUA continua forte, o que ajudou diversas Bolsas do mundo a terem desempenho positivo no dia.

PIB negativo acende alerta

A confirmação, já esperada, de que a economia brasileira voltou a cair no começo deste ano acendeu um alerta entre economistas e também suscitou comentários entre figuras do governo.

Para muitos analistas, o dado negativo reforça ainda mais a possibilidade de mais um ano de crescimento baixo em 2019 e de mais demora para que o país recupere os níveis de emprego e de renda perdidos depois da recessão de 2015 e 2016.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a queda não era novidade para o governo e apenas reforça a necessidade de reformas para fortalecer a economia do país.

 

(Com informações de Reuters e Uol).

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